segunda-feira, 5 de julho de 2010

O SENTIDO HUMANO DA VIDA


O sentido da nossa vida é muito simples:
devemos orientar cada pensamento
e cada gesto de modo a que ela se torne
uma fonte de alento para os outros.

Sê justo para com os que se cruzam contigo.
Justo é aquele que deixa que os outros sejam iguais a si próprios,
que aceita as suas diferenças
e que ajuda os que precisam do seu auxílio.
Sê humano, com os outros e contigo.
A humanidade dos outros só é benéfica
para ti quando eles a têm para com eles próprios.
Só assim, a humanidade é recíproca
e pode ser um bálsamo para todos.

Sê bondoso para com as pessoas que cruzam o teu caminho.
Quem olha para si e para os outros com benevolência e tolerância
não se deixa tolher pelos seus próprios erros.
Agarra-se ao bem e acredita nele,
mesmo que sofra muitas desilusões.
A fé na bondade de cada um atrai o melhor que há nas pessoas,
pois reconhece o bem que há em todos.

Anselm Grün, em "Em cada dia... um caminho para a felicidade"

sábado, 19 de junho de 2010

Nossa Senhora Morreu?



“Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas.” (Ap 12, 1).

O Catecismo da Igreja Católica (nº 966) nos explica assim: "Finalmente a Virgem Imaculada, preservada livre de toda mancha de pecado original, terminado o curso da sua vida terrena foi levada à glória do Céu e elevada ao trono do Senhor como Rainha do Universo, para ser conformada mais plenamente a Seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte". Ou nas palavras do Papa João Paulo II: "O dogma da Assunção, afirma que o corpo de Maria foi glorificado depois de sua morte. Com efeito, enquanto para os demais homens a ressurreição dos corpos ocorrerá no fim do mundo, para Maria a glorificação do seu corpo se antecipou por singular privilégio". O Papa Pio XII, em 1950, definiu como dogma de fé que, terminado o curso sua vida terrena, Maria foi “elevada” ou “assumida” de corpo e alma no céu. Mas por que é importante para os católicos o dogma da Assunção da Virgem Maria ao Céu? O Catecismo também responde a esta interrogação: "A Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos” (966). A importância da Assunção para nós está na relação que existe entre a Ressurreição de Cristo e a nossa. A presença de Maria, mulher da nossa raça, ser humano como nós, que se encontra em corpo e alma já glorificada no Céu, é isso: uma antecipação da nossa própria ressurreição. "Maria Santíssima nos mostra o destino final dos que 'escutam a Palavra de Deus e a cumprem'(Lc. 11,28), nos estimula a elevar nosso olhar às alturas onde se encontra Cristo, sentado à direita do Pai, e onde também está a humilde escrava de Nazaré, já na glória celestial” (JPII, 15/08/97). “À vossa direita, Senhor, está a Rainha” (cf. Sl 44,10) diz o Salmista. O mistério da Assunção de Maria ao Céu nos convida a fazer uma pausa na agitada vida que levamos para refletir sobre o sentido da nossa vida aqui na terra, sobre o nosso fim último: a Vida Eterna, junto com a Santíssima Trindade, a Virgem Maria e os Anjos e Santos do Céu. O fato de saber que Maria já está no Céu gloriosa em corpo e alma, como nos foi prometido aos que fazem a Vontade de Deus, nos renova a esperança de um dia, no céu, sermos santos e imaculados. Cada um terá a sua própria “assunção” (cf. Sl 83, 5). Por uma questão de delicadeza teológica, a Igreja evita responder à pergunta se Maria morreu ou não. Na verdade, desde tempos muitos antigos os cristãos festejavam a festa da “Dormição de Maria”, ou em outra tradução “Assunção de Maria” como aquela que foi “promovida”, ou “assumida”. O canto de Maria dirá que Deus “derruba do trono os poderosos e eleva os humildes” (cf. Lc 1,46s). Esta “elevação” é o sentido próprio da assunção. Somos chamados a promover as pessoas, a praticar a solidariedade e a promoção humana. Maria é sinal de esperança, vamos assumir Deus e promover os irmãos e Deus nos assumirá e nos promoverá ao Reino do Céu (cf. Mt 25). Rainha assunta ao céu, rogai por nós!

sábado, 5 de junho de 2010

O que fazer com imagens quebradas?



De repente, acontece que aquela imagem - benta ou não -  que você tem em sua casa cai e quebra! Aí meu Deus! O que fazer?

Calma! Sem escrúpulos!

É certo que devemos ter respeito e a adequada veneração as imagens pelo que elas representam: os Anjos, Santos, Nossa Senhora, Jesus Cristo...

O uso de imagens parece que já era empregado desde o Antigo Testamento, como nos mostra a Bíblia (cf. Ex 25, 17-20; 1Rs 6, 23-30; 7, 23-28s; Nm 21, 2-9; Sb 16, 5-7; Jo 3, 14-15). As imagens são como retratos, fotos, ou seja, símbolos religiosos.

Porém, quando quebradas, estragadas ou danificadas, deixam de simbolizar a realidade que representam, logo, não parece mais adequado tê-las para veneração.

Claro que se a imagem, mesmo quebrada, tem um valor afetivo - ganhou de presente de uma pessoa querida, etc - não vá se desfazer dela só porque está quebrada.  Nesse caso, o restauro é a melhor opção.

Na verdade, o restauro é sempre uma boa opção.

Mas, caso você não vá optar pelo restauro, ou não tenha como fazê-lo, não têm problema: termine de quebrar e/ou destruir a imagem. Essa é uma maneira respeitosa de se desfazer dela e de qualquer outro objeto religioso. É superstição acreditar que isso pode nos trazer algum mal. Quando for fazer o descarte no lixo, certifique-se de que tudo está em pedaços bem pequenos para que não sejam profanados. Essa é a melhor opção. É mais ecológica do que enterrar, queimar ou mesmo abandoná-las em oratórios, cruzeiros ou similares.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Maria - o medo de acolhe-La

A partir da Bíblia podemos superar o medo de receber Maria em nossas vidas!



Uma senhora, uma vez, ao receber a visita de pessoas de outra religão escondeu a imagem de Nossa Senhora que tinha em sua casa. Com o passar do tempo as visitas se tornaram mais frequentes e logo a mulher queria dar fim a imagem, por fim, acabou por doa-la a outra pessoa. O que podemos dizer desta mulher que livrou-se do sinal da Mãe de Jesus de sua casa? Não estava ela também tirando a presença de Maria de sua vida? Curioso é que São José também, uma vez, quis se livrar de Nossa Senhora, quando achava que ela tinha adulterado (cf. Mt 1, 18-23). Mas o Senhor disse a ele através de um sonho: "José, filho de Davi, não temas em receber Maria em sua casa, pois o que Nela foi concebido vem do Espírito Santo!" (Mt 1,20). Lembremos também do que Jesus no alto da cruz vendo ali sua Mãe, disse ao discípulo mais amado: "Filho, eis aí a tua Mãe!" (Jo 19,27a). O evangelho nos narra que na seqüência aquele discípulo a recebeu em sua casa (cf. Jo 19,27b)! E você? Como têm recebido Maria em sua vida? Você permite que Ela te aproxime de Cristo? Ou você é como esta senhora que se deixou levar por outros que não proclamam que Maria é a bem-aventurada de Deus (cf. Lc 1,48)? Pois neste mês de maio, mês de Maria quero dizer a você :“Como São José, não temas em receber Maria, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo (cf. Mt 1,24)! Recebe-a como sua Mãe em sua casa e em toda a sua vida assim como fez o discípulo mais amado (cf. Jo 19,27), pois Jesus nos ama por igual e nos quis entregar sua Mãe para que juntos com Ela, perseveremos na oração (cf. At 1,14)! Então, proclame-a Senhora do seu coração para que juntos possamos dizer Nossa Senhora!"

terça-feira, 6 de abril de 2010

Convocados a viver a Páscoa!



“Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Na Sua grande misericórdia ele nos fez renascer pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma viva esperança, para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada para vós nos Céus.” (1ª Pd 1, 3-4)


A Semana Santa e a Páscoa, todos os anos, envolvem muita gente. Há aqueles que se sintonizam na fé com os acontecimentos religiosos. Mas há também aqueles que aproveitam a oportunidade para o comércio, como na venda de chocolate. É preciso que nós não deixemos que as datas religiosas sejam reduzidas a meras datas comerciais. A Páscoa é a festa principal do cristianismo, mais importante até que o Natal. Celebramos a Ressurreição de Jesus vitorioso e glorioso sobre a morte, o pecado e o demônio. Por isso, depois de viver a Quaresma e em especial a Sexta-feira Santa onde em espírito de petinência buscamos viver mais intensamente a conversão (cf. Jl 2,12-18; Is 58, 6-9), é hora de mudança, e a partir da Vigília Pascal, tudo muda! Na Vigília Pascal celebramos a ressurreição do Senhor, volta-se a entoar o Aleluia, inicia-se o tempo Pascal. Precisamos também aprender o sentido dessa época.

Peçamos que a luz de Cristo trazida até nos pelo Fogo Novo que brilha no Círio Pascal, possa afastar de nós a escuridão da noite fria e vazia da morte e do pecado; Que possamos iradiar a luz do Cristo Ressuscitado através de um ardor missionário renovado; Que a Vida Verdadeira (cf. Jo 10,10), aquela que venceu a morte na cruz, renasça também em nós. Páscoa é isso, passagem da morte para a vida, da escravidão para a liberdade (cf. Ex 12). Por isso, no Tempo Pascal somos convocados a viver intensamente o Mistério da mística do Cristo Ressuscitado.

Você já viu em algum lugar na Igreja um emblema ou símbolo de um peixe? Já ouviu dizer que o peixe é um dos mais antigos símbolos do cristianismo? Isso porque o peixe é facilmente associado a Jesus, especialmente pelas suas aparições depois da Ressurreição que costumam envolver essa simbologia (cf. Jo 21,1-19; Lc 24,42). Com as letras da palavra peixe na língua grega (IXTUS), formamos I= Iesus (Jesus); X= Xristòs (Cristo); T= Theos (Deus); U= Úios (Filho); S= Soter (Salvador), que em português ficaria: “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”! É uma proclamação da verdade de fé da Páscoa do Senhor: Ele nos salva! Que com essa Páscoa, sejamos como que um grande cardume, seguidores do Grande Peixe (IXTUS) e também, de algum modo, trazendo novas pescarias, para a rede do Senhor (cf. Mt 13, 47; Lc 5,1-6).