sábado, 26 de setembro de 2015
terça-feira, 14 de julho de 2015
É certo dar pãozinho ou hóstias não consagradas para crianças que ainda não fizeram a Primeira Eucaristia?
Há o costume, em muitas
comunidades, de, distribuir pãozinho ou hóstias não consagradas para crianças
que ainda não fizeram Primeira Eucaristia depois das Missas. Não é fácil emitir
um juízo sobre essa prática que em muitos lugares está profundamente enraizada.
As
hóstias não consagradas
Na fila, na hora da comunhão,
os adultos trazem os pequenos que com olhares curiosos, querem também receber
aquilo que os pais ganharam. Como isso é educativo! Esse desejo ainda não
saciado lhes faz muito bem! No entanto, pais ou pessoas da comunidade, vendo
que as crianças querem receber a hóstia, quase que por dó da “pobre criança”
que está passando vontade, ou por um sentimento de inclusão precipitado, acabam
por distribuir as hóstias não consagradas depois da Missa, saciando a
curiosidade e o desejo dos pequenos. Precisamos estar atentos aos problemas que
essa prática pode causar.
O primeiro deles é que
essas crianças, muitas vezes, não fazem ainda a distinção entre hóstias não
consagradas e o pão eucarístico. A diferença ainda não está clara, principalmente
se a criança não estiver inserida em um processo de catequese.
O pequeno quer saber
que gosto tem a hóstia, do que ela é feita, etc. Infelizmente, esquecemos que
catequese e liturgia precisam caminhar juntas. A Eucaristia não é algo que se
entende pelo esforço intelectual e pelas brilhantes explicações dos
catequistas. A Eucaristia é celebração, é Mistério! E Mistério é diferente de
enigma, pois, o enigma quando decifrado, esgota-se. Já o Mistério, por mais
conhecido que seja, sempre permanece Mistério. Eucaristia não é enigma, é
Mistério! Por isso, hoje, se insiste tanto na Catequese Mistagógica.
Ora, o Mistério da
Eucaristia é sobretudo o Corpo e Sangue de Cristo, nas espécies do pão e do vinho.
Portanto, pão e vinho, com todas as suas características de sabores e formas,
integram o Mistério Eucarístico. Sendo assim, quando distribuímos hóstias não
consagradas, estamos abrindo mão de alguns aspectos do Mistério Eucarístico que
lhe são fundamentais: o sabor, a forma e o acesso ao sinal do pão. Seria
reducionismo dizer que a Eucaristia se resume nos sinais do pão, mas igualmente
reducionista seria dizer que ela se resume na explicação ou intelecção da diferença
entre o pão não consagrado e o pão que é Jesus. O mistério Eucarístico comporta
e integra todas essas dimensões, do saber (intelecto) e do sabor (sinal do
pão).
Cultivar
nas crianças o sadio desejo de terem acesso ao pão eucarístico é um estímulo
eficiente para que elas iniciem a catequese com alegria. Pais e comunidade precisam
ser educados para essa prática.
O pãozinho
para as crianças
Em outros lugares,
existe a prática de distribuir pãezinhos para as crianças, já que estas não
podem comungar. Pães bonitos, doces, as vezes repletos de açúcares e outras delícias
que derretem qualquer paladar, especialmente o infantil. Isso torna-se um costume
e os pequenos adoram. Quando fazem a Primeira Eucaristia, passam a ter acesso à
mesa eucarística durante as Missas e percebem que o pão que é Jesus não é
carregado de tantos açúcares quanto o pãozinho que agora é distribuído para os
mais novos.
Em
geral, o pãozinho já é uma saída melhor do que as hóstias não consagradas. Mas,
ainda assim, pode apresentar suas dificuldades. A catequese precisa se
encarregar de esclarecer a diferença entre o pãozinho no fim da Missa e o pão
Sagrado da Eucaristia.
Conclusão
Para terminar, cito o parágrafo
96 da instrução “REDEMPTIONIS SACRAMENTUM”,
sobre algumas coisas que se devem observar e evitar acerca da Santíssima
Eucaristia, em que o assunto que aqui discutimos é tratado com clareza:
“Deve ser desaprovado o uso de
distribuir, contrariamente às prescrições dos livros litúrgicos, à maneira de
comunhão, durante a celebração da santa missa ou antes dela, hóstias
não-consagradas ou qualquer outro material comestível ou não. Se em alguns
lugares vigora, por concessão, o costume particular de benzer o pão e
distribuí-lo após a missa, convém fazer com grande cuidado uma correta
catequese sobre tal gesto. Por outro lado, não devem ser introduzidos costumes
semelhantes, nem jamais serem utilizadas para tais hóstias não-consagradas”.
sexta-feira, 10 de julho de 2015
O que o papa achou da Cruz-martelo de Evo Morales?
É Notícia em todo lugar: Durante a sua visita a Bolívia, o papa recebeu de presente de Evo Morales, presidente do país, um martelo com a foice de madeira entalhado com uma figura de um Cristo crucificado descansando no martelo.
Tratava-se do símbolo do comunismo? O Papa curtiu ou não o presente de Evo Morales?
As informações são diversas. O portal UOL disse que o papa parecia um pouco confuso quando recebeu o presente. A conservadora agência de notícias católicas ACI Digital afirmou que a reação do Papa, além do visível desconforto, foi de reprovação. Segundo o portal, os problemas de áudio das únicas imagens transmitidas através do vídeo deste encontro não permitem compreender toda a explicação de Morales ao polêmico presente, mas, fica evidente a discordância do Pontífice. Entretanto, uma frase de Francisco em espanhol se destaca no áudio: “No está bien eso” - Não está bem isso.
Veja o momento da entrega:
O símbolo do comunismo tem o martelo e a foice, a Cruz de Francisco também. Diz a Folha que o presente é uma reprodução do objeto criado pelo jesuíta espanhol Espinal, morto em 1980 por paramilitares contrários às suas lutas sociais. Quer dizer que tem um pé lá, mas não era a entrega de um símbolo comunista, mas de uma cruz feita por um jesuíta. A foice representa os camponeses; o martelo, os operários.
A Polêmica foi grande e o assunto muito comentado nas redes sociais, levou Evo aos trending topics (TT) do Twitter. Não sei o que o papa fará com o presente, mas eu iria guardá-lo ao lado das imagens de Shiva e de Isis que tenho aqui na estante de casa.
Tratava-se do símbolo do comunismo? O Papa curtiu ou não o presente de Evo Morales?
As informações são diversas. O portal UOL disse que o papa parecia um pouco confuso quando recebeu o presente. A conservadora agência de notícias católicas ACI Digital afirmou que a reação do Papa, além do visível desconforto, foi de reprovação. Segundo o portal, os problemas de áudio das únicas imagens transmitidas através do vídeo deste encontro não permitem compreender toda a explicação de Morales ao polêmico presente, mas, fica evidente a discordância do Pontífice. Entretanto, uma frase de Francisco em espanhol se destaca no áudio: “No está bien eso” - Não está bem isso.
Veja o momento da entrega:
Vaticano comentou o episódioSegundo o Estadão, o porta-voz do Vaticano negou que o papa tenha tido uma reação negativa ao presente. Na verdade, o papa não teve uma reação particular sobre isso. Em outras palavras: "Vocês é que tão fazendo tempestade em copa d´agua com essa história, o Chico num tá nem ligando!".
Mas a Cruz é do comunismo ou não?
O símbolo do comunismo tem o martelo e a foice, a Cruz de Francisco também. Diz a Folha que o presente é uma reprodução do objeto criado pelo jesuíta espanhol Espinal, morto em 1980 por paramilitares contrários às suas lutas sociais. Quer dizer que tem um pé lá, mas não era a entrega de um símbolo comunista, mas de uma cruz feita por um jesuíta. A foice representa os camponeses; o martelo, os operários. A Polêmica foi grande e o assunto muito comentado nas redes sociais, levou Evo aos trending topics (TT) do Twitter. Não sei o que o papa fará com o presente, mas eu iria guardá-lo ao lado das imagens de Shiva e de Isis que tenho aqui na estante de casa.
Mas
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Leia Mais:http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,evo-da-ao-papa-cruz-em-forma-de-foice-e-martelo-e-cria-polemica,1722313
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terça-feira, 21 de abril de 2015
Legislação equivocada prevê a extensão do falido sistema carcerário de adultos para jovens a partir de 16 anos
As recorrentes
notícias de crimes cometidos por menores colocou de novo em pauta a discussão
acerca da redução da maioridade penal no Brasil. Cada vez mais, jovens menores
assumem a autoria de delitos. De fato, esses jovens não costumam agir sozinhos,
estão sempre na companhia e sob a influência de outros jovens não menores e de
adultos. Os mesmos com os quais teriam frequente convivência se fossem
encarcerados no mesmo sistema penitenciário.
As cadeias
brasileiras não são famosas por sua habilidade em recuperação de criminosos,
educação e reintegração deles à sociedade. Na verdade, nosso sistema carcerário
é mais parecido com uma intensiva e eficiente “escola do crime”. Com efeito, quem
lá entra, logo aprende a arte da criminalidade. Estender esse sistema penitenciário
aos jovens infratores é educar para o crime, trata-se de ofertar-lhes a
possibilidade de aperfeiçoamento na arte já iniciada.
Sem rodeios,
podemos afirmar que hoje o melhor lugar para aprender a ser criminoso é a
cadeia. A experiência dos outros infratores, a convivência constante com eles,
o tempo disponível para debruçar-se em possibilidades de ladroagem e
pensamentos de requintes de maldade são elementos que contribuem nessa
aprendizagem.
Os jovens, sobretudo aqueles com pouco acesso
à educação de qualidade - com exceção do
fácil acesso à arte do crime – são seduzidos pela atraente possibilidade de
ganhar muito dinheiro de forma rápida. Para eles, o crime compensa, embora boa
parte não viva tempo suficiente para contar a história. Ora, essa motivação
para o crime dá-se em grande parte porque o sistema educacional que atinge a
maior parte desses jovens não cumpre o seu papel de educar, deixando-os
vulneráveis a toda a sorte de propostas manipuladoras.
Punição
mais cedo, longe de ser medida educativa, é isenção de responsabilidade e
atitude de comodidade. Na verdade, essa medida intenta desviar a questão dos
verdadeiros dois grandes desafios que dela decorrem. O primeiro é promover
mudanças efetivas para que as instituições educacionais desempenhem a sua
missão de educar para a vida virtuosa e honesta, enquanto o segundo é estudar
formas de tornar o atual sistema carcerário capaz de reeducar jovens e adultos
à prática do bem e à convivência social.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Sobre Sentido da Vida, Vocação e outras coisas
Toda a vida é sempre possível de sentido. Vocação é a experiência de conferir sentido à vida. Viktor Frankl, um psicólogo judeu que sobreviveu a um campo de concentração nazista já dizia que a vida humana tem três possibilidades de sentido: o amor, o sofrimento e o trabalho, isto é, o serviço. Leia mais sobre isso aqui. Em um pequeno conto antigo e de origem asiática - provavelmente indiana, é possível ver as três dimensões do sentido da vida humana:
"Num dos lugares mais
bonitos deste mundo, havia um jardim no qual, entre diferentes variedades de
plantas, erguia-se um grandioso bambu. Ao mínimo soprar do vento, o bambu se
movia e dançava, alegrando o coração do senhor do jardim que, todos os dias, passeava
pelas trilhas e veredas.
O bambu e o senhor se
amavam muito e se deleitavam com a companhia mútua. Um dia, o senhor do jardim
se aproximou do bambu e, com uma ternura toda especial, disse-lhe: "Bambu,
eu preciso de você".
O dia dos dias chegou. A
alegria do bambu extravasava por toda parte. Começou uma dança sem fim.
- "Estou
pronto", respondeu-lhe.
- "Bambu, continuou
o senhor, eu preciso cortar você".
- "Cortar-me? Por
quê? Eu posso servir você, mas não me corte, por favor".
- "Se eu não cortar
seu tronco, você não pode me servir".
Diz a lenda que no
jardim, se fez um silêncio sepulcral. O vento parou de soprar e até as
borboletas fugiram amedrontadas. O momento era trágico.
Abaixando a cabeça, o
bambu respondeu com um fio de voz:
- "Pode me
cortar."
Pela segunda vez, o
senhor do jardim se aproximou do bambu e, com firmeza, continuou:
"Bambu, amado
bambu, eu preciso cortar seus galhos e folhas".
- "Não faça isso,
acrescentou o bambu. Sem eles eu perderia a minha beleza".
- "Bambu, continuou
o senhor, se eu não fizer isso, você não pode ser útil".
Mais uma vez o bambu,
cabisbaixo, acenou que podia cortar tudo.
Pela terceira vez,
aproximando-se do coração e falando-lhe com muita ternura, o senhor dirigiu
suas últimas palavras. "Eu preciso rachar no meio seu tronco e arrancar o
miolo e o coração". O bambu disse: "Pode fazer o que quiser. Corte-me
e use-me como quiser".
Foi então que o senhor
do jardim começou a cortar o bambu. Tirou os ramos e as folhas. Rachou no meio
seu tronco e arrancou seu coração. Depois disso, com muito carinho, carregou o
bambu em seus braços até um lugar onde havia uma fonte de água. Uma extremidade
do bambu foi posta na fonte e em todo seu corpo começou a correr uma água
cristalina que se dispersava fora do jardim. Os campos estavam secos e áridos.
Fazia muito tempo que não chovia. O arroz não conseguia brotar pela aridez do
terreno. Foi, então, que através do bambu a água começou de novo a dar vida às
plantas e à terra. Tudo refloresceu. O povo, que andava tão triste e
acabrunhado, porque não tinha comida, recuperou a esperança e a felicidade." (Do livro Espiritualidade e Missão de Giorgio Paleari).
Há três verbos que definem a trajetória do Bambu, ele é tomado, quebrado e doado.
1. Tomado: Dentre as plantas do jardim o Bambu é a favorita e muito amada. O Bambu é o escolhido. Embora no começo não compreenda, desempenhará uma missão importante. É disponível e por amor está aberto à vontade do senhor do jardim; (Amor)
2. Quebrado: O Bambu é cortado, rachado e quebrado pelo senhor do jardim. Não é um gesto de violência gratuita motivada pela maldade ou pelo desafeto, muito pelo contrário, é um gesto de amor ao bambu e a todos os que se beneficiariam com esse gesto; (Sofrimento)
3. Doado: Quando quebrado, o bambu serve para um novo propósito que é maior e mais profundo que o anterior. Ele doa a sua existência para que outros possam bem existir; (serviço)
Muito da vida de Jesus também pode ser dito com esses três verbos:
1. Tomado: Jesus é o primogênito (cf. Cl 1,18), o filho muito amado (cf. Mt 3,17) que tem a missão de anunciar o Reino de Deus (cf. Mc 1,15) e, pela sua Paixão, Morte e Ressurreição, resgatar e salvar a todos que abraçam à salvação (Hb 5,9). Ele é o verdadeiro sacerdote, tomado do meio do povo (cf. Hb 5,1) para servir ao próprio povo;
2. Quebrado: Consciente de seu sofrimento (cf. Mc 8, 34s), Jesus foi obediente até a morte e morte de cruz (cf. Fl 2, 18). Ele que é Deus, fez-se homem, abaixou-se e humilhou-se como servo sofredor (Is 56, 2-5;
3. Doado: "Não há maior amor que dar a vida pelos amigos" (Jo 15, 13). Se uma frase pudesse resumir a missão de Jesus, poderíamos arriscar dizer que ele é alguém que passou pelo mundo fazendo o bem (cf. At 10, 38). Uma vida doada a serviço de todos, para que todos tenham vida em abundância (Jo 10, 10);
... e a Eucaristia também é marcada por essa dinâmica...
Jesus na Eucaristia é pão tomado pelas mãos do sacerdote, quebrado, isto é, partido e, em seguida, doado, distribuído a todos (cf. Lc 24,28-31; Mc 14, 22-26; Mt 26, 26-30). Esses três verbos acabam por nos revelar um itinerário da dinâmica da vida cristã e da espiritualidade missionário dos discípulos de Jesus.
...A espiritualidade para viver a Vocação:
1. Tomado: Nasce no discípulo missionário de Jesus a consciência de que Deus o amou e o chamou por primeiro. A iniciativa é sempre primeira de Deus. A resposta é que é nossa! Uma resposta generosa e aberta À Vontade de Deus em nossas vidas só é possível em uma experiência de amor profundo a Deus e do encontro com Jesus, que dá novo sentido à vida. É sempre uma resposta de amor a DEUS nos irmãos e irmãs. A pergunta chave que precisamos nos fazer é: Qual é a vontade de Deus para minha vida hoje? Através da oração e da atitude de sensibilidade ao cotidiano da vida é que se escuta a voz de Deus.
2. Quebrado: Uma vez consciente da escolha divina para uma missão específica- porque a vida nunca é vazia de significado - , o discípulo missionário é "quebrado", isto é, abre mão daquilo que pode não estar em comunhão com a Vontade de Deus, ou ainda que impeça a realização dos desígnios divinos em sua vida. É a hora de "quebrar" os projetos pessoais, os desejos próprios e assumir o sonho de Deus para nossas vidas. É também o momento em que nosso orgulho e nossas convicções são "quebradas" para dar lugar a certeza de que é Deus quem tudo realiza em nós, por nós e pelos outros. É humildade.
3. Doado: A finalidade de também tomar a cruz é seguir Jesus. E ser discípulo é o mesmo que fazer o que o Mestre fazia - até porque é ainda Ele quem o faz - e o Mestre, acima de tudo, foi aquele que doou a vida e ainda doa-a na Eucaristia; Na esteira de Jesus Mestre, o discípulo é aquele que entrega-se à missão e a vocação, vontade de Deus, para colocar-se a serviço dos irmãos e irmãs. É vida Eucarística, é autentico discipulado.
1. Tomado: Nasce no discípulo missionário de Jesus a consciência de que Deus o amou e o chamou por primeiro. A iniciativa é sempre primeira de Deus. A resposta é que é nossa! Uma resposta generosa e aberta À Vontade de Deus em nossas vidas só é possível em uma experiência de amor profundo a Deus e do encontro com Jesus, que dá novo sentido à vida. É sempre uma resposta de amor a DEUS nos irmãos e irmãs. A pergunta chave que precisamos nos fazer é: Qual é a vontade de Deus para minha vida hoje? Através da oração e da atitude de sensibilidade ao cotidiano da vida é que se escuta a voz de Deus.
2. Quebrado: Uma vez consciente da escolha divina para uma missão específica- porque a vida nunca é vazia de significado - , o discípulo missionário é "quebrado", isto é, abre mão daquilo que pode não estar em comunhão com a Vontade de Deus, ou ainda que impeça a realização dos desígnios divinos em sua vida. É a hora de "quebrar" os projetos pessoais, os desejos próprios e assumir o sonho de Deus para nossas vidas. É também o momento em que nosso orgulho e nossas convicções são "quebradas" para dar lugar a certeza de que é Deus quem tudo realiza em nós, por nós e pelos outros. É humildade.
3. Doado: A finalidade de também tomar a cruz é seguir Jesus. E ser discípulo é o mesmo que fazer o que o Mestre fazia - até porque é ainda Ele quem o faz - e o Mestre, acima de tudo, foi aquele que doou a vida e ainda doa-a na Eucaristia; Na esteira de Jesus Mestre, o discípulo é aquele que entrega-se à missão e a vocação, vontade de Deus, para colocar-se a serviço dos irmãos e irmãs. É vida Eucarística, é autentico discipulado.
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