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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

As dinâmicas na ou da Catequese? Refletindo métodos e técnicas na educação da fé

texto de Suzana Costa Coutinho
Educadora

          
  É comum, nos vários encontros, reuniões e cursos que participamos junto a catequistas e outras lideranças comunitárias e eclesiais, ouvirmos a demanda por capacitações sobre dinâmicas, para “animar” os encontros, cursos e outros eventos na comunidade ou no grupo. É comum, também, ouvirmos que se terá “momentos de animações”, ou uma “equipe para animar” tal evento. Esta reflexão quer trazer elementos que nos ajudem a entender o que são as dinâmicas e sua relação com a atividade catequética.
            O conceito de dinâmica muito comum entre as pessoas é de uma ação ou atividade que faça mover, que “anime”. Há pessoas que preparam seus encontros, cursos e reuniões de forma a ter vários momentos com muitas “dinâmicas”. Se refletirmos um pouco mais, vamos percebendo que, por trás desses conceitos, está a ideia de que dinâmica é algo a parte, inserido para movimentar outra coisa. Pois bem: a palavra dinâmica realmente significa “movimento”, algo que faz “explodir” para mover (dínamo, dinamite...).
            Quando pensamos num encontro catequético, podemos nos perguntar: que dinâmica ele terá? Ou: que dinâmicas vou usar? São perguntas diferentes com concepções de dinâmica diferentes. Na primeira, estamos falando de “método”, ou seja, de um ciclo, de um roteiro que faça o encontro “caminhar”, mover-se de um determinado ponto até outro que desejo (meu objetivo no encontro). Na segunda pergunta, estamos falando de técnicas, de atividades dentro do roteiro que nos ajudem a “animar” o encontro. São duas perguntas válidas, mas que só terão força se forem feitas juntas. Ou seja, para falar de dinâmica na Catequese, precisamos pensar o “método” catequético e, dentro dele, as técnicas que iremos utilizar para dar “vida” ao método.


1. O método é a dinâmica da catequese

            Como a catequese se move? Ao fazer esta pergunta estamos querendo saber qual a dinâmica da catequese. Os documentos da Igreja sobre a Catequese falam de um jeito de catequizar, um jeito de ser da catequese. Este jeito significa sua identidade, que a faz única e, ao mesmo tempo, integrante das outras ações ou dimensões evangelizadoras da Igreja. Portanto, reconhecem que há uma dinâmica própria da catequese, que se expressa como uma ação educativa da fé. Desta forma, o documento Catequese Renovada afirma que Catequese é um processo dinâmico de educação da fé, um itinerário e não apenas instrução.
Como processo educativo, qual método seguir? Partimos de alguns fundamentos pedagógicos importantes para a ação catequética. Primeiro, ter presente que as atividades devem ser adaptadas à psicologia dos/as educandos/as, ao ambiente social em que vivem e interagem, aos objetivos da ação e aos conteúdos que devem ser apreendidos e interiorizados. Segundo, que educação é processo de duas mãos: o aprender e o ensinar, e que esse processo deve ocorrer de forma dialógica, ou seja, entre sujeitos (educador/a e educando/a) e não de um sobre o outro.
Embora a pedagogia seja grande aliada da Catequese, ela sozinha não garante um processo de educação da fé. Por isso, o documento Catequese Renovada ajuda a compreender o método catequético a partir da ação de Deus Trino e da própria Igreja:
a)    O modo de proceder de Deus Pai na história (cf. Salmo 103,3-6) que se revela de diversos modos e comunica-se através dos acontecimentos da vida do povo (PARTE DA REALIDADE das pessoas);
b)    O modo de proceder de Jesus que, por meio da sua vida, palavras, sinais e atitudes, leva à plenitude a Revelação Divina. O Filho que acolhe, anuncia, convida, envia, chama a atenção às necessidades e para a reflexão sobre a mudança, tem linguagem simples e firmeza diante das tentações;
c)     A ação do Espírito Santo, “Mestre interior”, que impulsiona para o conhecimento intelectual e a experiência amorosa, para uma experiência existencial (pessoal e comunitária de Deus) fundamentada no amor; que leva ao anúncio da verdade revelada, cria meios para a comunhão filial com Deus, a construção da comunidade de irmãos, o estabelecimento da justiça, da solidariedade e da fraternidade;
d)    O modo de proceder da Igreja, como Mãe e educadora da fé.

Portanto, a dinâmica da Catequese deve ser aquela que impulsiona a pessoa a aderir livre e totalmente a Deus, a introduz no conhecimento vivo da Palavra de Deus e a ajuda no discernimento vocacional para a vida na Igreja e na sociedade. Para isso, considera que é preciso viver o clima de acolhimento e docilidade ao dom do Espírito Santo, promover um ambiente espiritual de oração e recolhimento, pronunciar a palavra com autoridade e fortaleza e incentivar a participação ativa dos catequizandos.
Na caminhada da Igreja, principalmente na América Latina, a Catequese vai se identificar com o método pastoral “VER-ILUMINAR-AGIR”, ao qual vai incluir “CELEBRAR-AVALIAR”. E vai afirmar o método como passos que não são estanques, mas um processo dinâmico.
Assim, o “VER” propõe ser um olhar crítico e concreto a partir da realidade da pessoa, dos acontecimentos e dos fatos da vida, como disse Jesus, para saber discernir “os sinais dos tempos”. Nem todos já têm esse olhar crítico, por isso, é preciso ouvir as pessoas, a partir de suas visões de mundo, ajudando-as a ampliar sua capacidade de analisar a realidade.
Para ajudar nessa “ampliação” do olhar, vem o segundo passo, que é o “ILUMINAR”. Este é o momento de escutar a Palavra de Deus. Este “escutar” implica reflexão e estudo que iluminam a realidade, questionando-a pessoal e comunitariamente. Também é uma busca de conversão contínua para realizar a vontade do Pai. Momento de abertura ao Espírito Santo, com a escuta orante da Palavra, com uma atitude contemplativa e fidelidade à mesma Palavra, à Tradição e ao Magistério. São passos necessários para esse momento: descobrir a ligação da caminhada com a mensagem evangélica; fazer o confronto da realidade com as exigências da proposta de salvação anunciada por Cristo e buscar o discernimento em vista da organização de uma ação transformadora.
Chega-se, desta forma, no terceiro momento: o “AGIR”. Momento de tomar decisões, orientando a vida na direção das exigências do projeto de Deus. Também é o tempo de vivenciar e assumir conscientemente o compromisso e dar as necessárias respostas para a renovação da Igreja e transformação da realidade. Este passo exige: confiança em Deus, coerência entre fé e vida e fortaleza para acolher as mudanças necessárias na sociedade e na vida pessoal. O AGIR é compromisso de viver como irmãos, de promover integralmente as pessoas e as comunidades, de servir os mais necessitados, de lutar por justiça e paz, de denunciar profeticamente e de transformar evangelicamente as estruturas e as situações desumanas, buscando o bem comum.
CELEBRAR e AVALIAR podem e devem estar presentes nos outros momentos. Celebrar a realidade, celebrar a Palavra, celebrar a ação. Avaliar como vemos a realidade, como agimos diante da Palavra, como atuamos na nossa vida pessoal, comunitária, eclesial e social. Celebrar e avaliar também a caminhada catequética, os encontros, as fases, as turmas, as vivências catequéticas.


2. As dinâmicas dentro do método catequético

Na ação educativa deve-se considerar as qualidades das experiências de aprendizagem ou as atividades propostas em cada fase do método a ser adotado, ou seja, das técnicas que serão utilizadas para dar vida ao método. Ao escolher uma “técnica” a ser utilizada com o grupo, busca-se levar em conta sua diversidade, de forma que todos os/as educandos/as participem. Há os que gostam mais de cantar, outros/as que gostam mais de ler, outros/as ainda de desenhar ou escrever, ou ainda de atividades de grupo. A diversidade também evitará a monotonia que pode levar ao cansaço e à falta de motivação.
Por mais “divertidas”, alegres e entusiasmadas que sejam as técnicas, deve-se ter o cuidado para que elas sejam, de fato, coerentes com o tema e com os valores do Evangelho. A técnica não é um acessório, mas é parte integrante do processo catequético. Por isso também deve ser adequada ao interesse e às capacidades dos/as educandos/as-catequizandos/as, e ser significativa, próxima ao seu mundo, às suas preocupações, à sua vida (tem que fazer sentido!).
Para a tarefa educativa, o/a educador/a-catequista pode contar com técnicas didáticas, lúdicas, operativas e celebrativas. No entanto, pode-se dizer que o problema das técnicas ou dinâmicas, ou ainda atividades, não consiste tanto em ter mais ou menos imaginação e criatividade, mas numa coerência, que se expressa na seleção e organização que corresponda com os objetivos da Catequese.
            Nesta diversidade, as atividades lúdicas, por exemplo, não servem apenas para “brincar” ou passar o tempo de forma divertida. A brincadeira não só ajuda a aprender, como fortalece os laços entre as pessoas e aprimora habilidades. São consideradas técnicas, ou dinâmicas lúdicas: desenho, jogos, danças, construção coletiva, leituras, softwares educativos, passeios, dramatizações, cantos, teatro de fantoches, contar histórias, etc.
Sobre os jogos, vale ressaltar que as propostas devem ser fundamentadas nos valores cristãos da vivência e da partilha comunitárias e não da competição e exclusão. Por isso, ressalta-se a validade dos chamados “jogos cooperativos”, onde todos buscam um objetivo comum, sem competição. Nos Jogos Cooperativos não há lugar para a exclusão nem para “melhores” ou “piores”, mas com eles se aprende a considerar o outro como parceiro e solidário, a ter consciência dos sentimentos e a valorizar as diferenças, a desenvolver a empatia e a capacidade de trabalhar para interesses coletivos, priorizando a integridade de todos.
Em relação aos meios de comunicação social (jornal, rádio, TV, revistas, cinema etc.), têm-se várias possibilidades. Uma delas é a do uso dos meios para divulgar a boa nova de Jesus, educar as comunidades, servir ao bem-comum e como espaço para a vivência da cultura própria etc. A outra é a de educar para os meios, ajudando as pessoas a discernir entre o que é construtivo e o que não é - educar para a recepção dos meios.
Para isso, podem-se utilizar filmes e documentários com vários temas que levantem as questões e problemas humanos. Isso pode ser feito por meio de fichas de estudo, debates, painéis, mural, releitura evangélica etc. Os jornais e revistas trazem notícias, charges, caricaturas, HQ e anúncios. Com eles, é possível discutir a linguagem da mídia, a sedução para o consumo, como são tratados os diversos temas, o que é fato e o que é opinião. Podem ser elaborados cartazes, debates, mural, painéis. Ou ainda, pode ser feita a produção de um jornal da turma: que notícias gostaríamos de dar ao mundo? Que notícias damos hoje de nossa realidade (familiar, comunitária, eclesial?).
Em relação à música, pode-se aproveitá-la dentro dos encontros, não só para animá-los, mas também para analisar a letra e os questionamentos que os artistas fazem da realidade, com seus valores e contra-valores.
Com discernimento e a experiência vivida e partilhada entre os/as catequistas, vai-se aprendendo novas técnicas, novas dinâmicas, ou a dar novo sentido a técnicas já utilizadas, renovando-as, integrando-as, complementando-as. É possível, inclusive, classificar as dinâmicas segundo as funções que elas podem ajudar a desenvolver: dinâmicas de apresentação, acolhida e integração do grupo; dinâmicas de estudo; dinâmicas de planejamento e de avaliação; dinâmicas para a celebração, entre outras.


3. Como organizar as dinâmicas para o encontro catequético

Tendo como “caminho” de educação da fé o método “Ver – Iluminar – Agir – Celebrar – Avaliar”, o/a catequista buscará as técnicas necessárias para cada momento, dando “vida” ao método. Para ajudar nesta tarefa, convidamos para que a prática de Jesus nos ilumine, refletindo sobre o seu encontro com a samaritana (Jô 4, 1-30) e com os discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35). Seja na beira do poço ou no caminho para o vilarejo fora de Jerusalém, Jesus:
1.    Aproxima-se: cria empatia, confiança; relaciona-se, colocando em primazia a pessoa, valorizando-a. Pergunta, ouve, deixa falar, insiste, provoca. Estabelece relacionamento profundo.
2.    Detecta a realidade: dialoga sobre a realidade, ouve a versão que a pessoa tem, questiona, procura esclarecimentos.
3.    Ilumina com a Palavra de Deus: Jesus apresenta pistas de como a pessoa vai perceber, à luz da Palavra, o que está nos acontecimentos. Ensina, mas com unção, amor, vibração.
4.    Provoca clima de oração: “Senhor, dá-me desta água viva!”, reza a Samaritana. “Fica conosco, Senhor, pois a tarde está avançada!”, rezam os discípulos de Emaús.
5.    Celebra junto: partilha a vida, a Palavra, a prece e a refeição. Eucaristia! É na partilha que o Senhor se manifesta.
6.    Conversão: Ao longo do processo, há constante interação entre a Palavra e a vida. Reconhece-se que algo está mudado, é novo. Sente-se o coração arder e vontade de agir.
7.    Ação: a Samaritana vai ao povo falar de Jesus. Os discípulos voltam a Jerusalém. É a dimensão missionária da fé. É a fé que age em forma de amor.

Em outras palavras, a organização do encontro catequético pode e deve contar com dinâmicas que propiciem:
1.    Acolhida: quando as pessoas interagem, colocando-se em diálogo; criam laços.
2.    Ver a realidade: deixar as pessoas falarem do que sabem sobre o tema proposto, levantar questões e problematizar as visões que se tem.
3.    Iluminar-se pela Palavra: ouvir e refletir a Palavra de Deus e os documentos da Igreja, criando um maior conhecimento, a partir dos valores do Reino, sobre o fato, o tema debatido.
4.    Rezar a vida e a fé: a Palavra de Deus nos convida à oração que pode ser espontânea, ou preparada, com símbolos e ritos que nos permitem fortalecer nossa espiritualidade.
5.    Propor-se à mudança: dinâmicas que ajudem a propor e a vivenciar compromissos, seja durante os encontros, seja em outros momentos, mas que essa mudança ocupe nossas vidas e seja manifestação do desejo de viver os valores do Reino.

Diante de tantas possibilidades, da criatividade dos/as catequistas, de suas experiências, de materiais que subsidiam a ação catequética, com recursos de todos os jeitos (mais ou menos tecnológicos, complexos, simples, coletivos, emprestados, copiados, inventados, comprados) e, principalmente, da ação do Espírito que impulsiona para a missão, é possível dinamizar a catequese, porque se parte da vida, se deixa iluminar pela Palavra e se coloca em ação. Sem a dinâmica que lhe é própria, qualquer recurso para a Catequese se perde, todas as forças se esvaziam, as motivações são facilmente desfeitas.
Para encerrar este ponto da conversa, destacamos aqui um trecho do texto que Ir. Vera Bombonatto apresentou na 3ª Semana Brasileira de Catequese: “Ser cristão é entrar no movimento da vida de Jesus que armou sua tenda entre os pobres e excluídos deste mundo, anunciando-lhes a boa-nova do Reino, que passa pela cruz, mas não termina nela e sim na ressurreição”.
As dinâmicas e técnicas são algumas propostas. A grande proposta é o seguimento e o discipulado de Jesus. Este horizonte jamais poderá ser esquecido, porque é este o centro da Catequese. Tudo o mais é mutável, transferível, adaptável, reciclável...



REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

ALBERICH, E. Catequese evangelizadora. Manual de Catequética Fundamental. São Paulo: Salesiana, 2004.

BOMBONATTO, Vera I. Discípulos missionários hoje. Catequese, caminho para o discipulado. 3ª Semana Brasileira de Catequese. Itaici, SP: Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, 2009.

CNBB. Catequese Renovada. Documento 26. São Paulo: Paulinas, 1983.

______. É hora de mudança! Planejamento pastoral dentro do Projeto RNM. São Paulo: Paulinas, 1998.

______. Diretório Nacional de Catequese. Documento 84. São Paulo: Paulinas, 2006.

DIOCESE de Osasco. Metodologia Fé e Vida caminham juntas na comunidade. Cadernos Catequéticos, n. 9. São Paulo: Paulus, 1998.

KESTERING, Juventino. Elementos de metodologia de uma catequese libertadora. Revista de Catequese. n. 82. 1998, p. 47-52.

PAIVA, Vanildo de. Catequese e liturgia, duas faces do mesmo mistério – Reflexões e sugestões para a interação entre Catequese e Liturgia. São Paulo: Paulus, 2008. (Coleção Catequese).

PIMENTA, Ivan Teófilo. Linhas metodológicas de uma catequese libertadora. Revista de Catequese. n. 23. 1983, p. 27-35.



segunda-feira, 30 de abril de 2018

CRIANÇAS NA CATEQUESE SEM VAGA NA ESCOLA E SEM POSTO DE SAÚDE



Catequizandos da periferia de Feira de Santana (BA) ainda não saber ler ou escrever porque estão sem estudar. Na maior parte, suas famílias são moradoras de condomínios criados pelo programa do governo "Minha casa, Minha Vida". O problema é que nos bairros onde vivem não há escolas com vagas suficientes para todos e nem serviço de saúde pública que seja próximo de suas casas. Como muitas crianças não têm condições de deslocar-se diariamente para escolas mais distantes onde haveriam vagas, ficam sem estudar.
 O governo facilitou o acesso à moradia, mas formou bairros populosos sem infraestrutura para acolher os moradores. Um aglomerado de crianças, jovens, adultos, idosos, de famílias em condomínios do programa do governo fixados em regiões sem escolas, postos de saúde e opções de lazer é um atentado à dignidade dessas pessoas. Ensina o Compêndio da Doutrina Social da Igreja (Pontifício Conselho Justiça e paz) n. 557:

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

LECIONÁRIO PARA MISSAS COM CRIANÇAS - EDIÇÃO COMPLETA

*Link atualizado em 26/03/2020

Muitos não sabem, mas existe um Lecionário para Missa com Crianças, livro litúrgico oficial aprovado pela CNBB e pela Santa Sé, de linguagem simples e acessível que pode ser usado nas celebrações para facilitar a compreensão dos textos bíblicos pelos pequeninos. É um Lecionário todo pensado para crianças! Você vai perceber que os textos bíblicos são adaptados e que o número de leituras é diferente do Lecionário comum. Não se assuste, é assim mesmo! O Diretório para Missas com Crianças n. 41-48 pede essa adaptação. Em alguns tempos litúrgicos, o Lecionário propõe apenas uma única leitura - a do Evangelho -  para a Missa com crianças. Mas isso não significa que a comunidade não possa escolher entre a primeira e a segunda leitura do dia corrente ou ainda uma outra para ser proclamada na Liturgia da Palavra.



Lecionário Para Missas Com ... by João Melo on Scribd

terça-feira, 6 de junho de 2017

Reflexões que educam para o sentido de receber a comunhão na mão


A Solenidade de Corpus Christi nos ensina o valor da Eucaristia. 
O roteiro a seguir, pode ser usado por grupos reunidos para reflexão, 
oração, adoração ao Santíssimo, e catequese. 
Pode ainda ser usado na procissão de Corpus Christi, caso haja paradas. 

As reflexões nos educam para o sentido de receber a comunhão na mão. 

Elas nos falam de VOCAÇÃO, PARTILHA e CUIDADO COM A CASA COMUM.   




1º Deixar-se tocar pelo Senhor
Leitor 1: O Evangelho narra que, caminhando em meio à multidão, Jesus pergunta: “Quem me tocou?” (Mc 5,30). Tinha sido uma mulher. Uma mulher de fé que, na verdade, antes de tocar o Senhor, já tinha se deixado tocar por Ele (cf. Mc 5,27). Ainda hoje Jesus repete a pergunta: “Quem me tocou?”. Quem de nós O toca? Quem de nós já se deixou tocar por Ele?
/:Toca Senhor/ toca Senhor,/ com Teu Amor,/ com Teu Amor/:
Leitor 2: Ser tocado e poder tocar o Senhor é experiência de encontro com Jesus. E esse encontro muda tudo. Transforma a nossa vida e desperta em nós o desejo de sermos pessoas melhores. É quando nos tornamos discípulos Dele. É dom e graça de Deus. É vocação.
/: Eis me aqui Senhor,/ eis me aqui Senhor/ pra fazer tua vontade, pra viver no seu amor/ pra fazer sua vontade, pra viver no seu amor/ eis me aqui Senhor!/:
Leitor 3: Jesus, no grande desejo de se deixar tocar e se fazer próximo de nós, fez-se alimento. Fez-se Eucaristia: pão e vinho, corpo e sangue. As mãos que traçam o Sinal da Cruz sobre o corpo são as mesmas mãos que tocam o Senhor na Eucaristia... Estendemos as nossas mãos para o padre ou o ministro da Eucaristia num gesto de quem busca tocar o Senhor. Então, com respeito e reverência, recebemos a hóstia santa em nossas mãos e dela comungamos: É o Senhor quem agora nos toca! É Ele o Santo Alimento para nossa vida e vocação cristã.    
/: Te amarei, Senhor!/ Te amarei, Senhor!/ Eu só encontro a paz e a alegria bem perto de ti!/:

2º “Tive fome e me deste de comer” (Mt 25,35)

Leitor 1: Eucaristia é banquete, é festa, é fartura! Numa boa festa não falta comida. Na Mesa do Senhor não há quem passe fome. Todos são convidados e têm seu lugar à mesa do altar. Como pode, então, haver entre nós irmãos e irmãs que ainda passam fome?

/: Igualdade, fraternidade, nesta mesa nos ensinais/ as lições que melhor educam, na Eucaristia é que nos dais!/:

Leitor 2: “Tive fome e me deste de comer” (Mt 25,35), diz Jesus no Evangelho. Nós, cristãos, que tomamos parte do banquete do sacrifício do Senhor somos chamados à solidariedade e à partilha fraterna. A Eucaristia é gesto de amor do Cristo que se doa a nós como alimento. O mesmo Cristo que nos ensinou o amor ao próximo. E proximidade é tocar, ensina o papa Francisco; e não somente tocar a Eucaristia com nossas mãos, mas tocar no próximo a carne de Cristo.

/:Eu vim para que todos tenham vida/ que todos tenham vida plenamente!/:

Leitor 3: As mãos que recebem a Eucaristia são as mesmas mãos que trabalham e estão à serviço da vida nova para todos. Quantas vezes nossas mãos levaram um alimento bendito para quem tinha fome? Quantas vezes fez um carinho, um afago e consolo para quem precisava? Que nossas mãos sejam benditos instrumentos de paz e solidariedade fraterna. Que a Eucaristia nos torne irmãos que sabem partilhar o que tem.    

/:Importa viver Senhor,/unidos no amor;/na participação,/vivendo em comunhão!:/

 


3º Eucaristia: dom da Mãe Terra
Leitor 1: Quando completou toda a obra da Criação, Deus viu que tudo que havia feito era muito bom (cf. Gn 1,31). A bonita diversidade dos biomas requer da nossa parte zelo e cuidado com a Casa Comum. Deus criou todas as plantas e todas as árvores frutíferas, inclusive os trigais e as videiras. Dons da Terra, trigo e uva são transformados, pelo trabalho das mãos de homens e mulheres, em pão e vinho. Sem os dons do trigo e da uva, frutos da Mãe Terra, não há Eucaristia.
/: Da Amazônia até os Pampas,/ do Cerrado e aos Manguezais,/ chegue a ti o nosso canto/ pela vida e pela paz/:
Leitor 2: Na Missa, durante o ofertório, o padre reza com o cálice nas mãos: “Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho do homem, que agora vos apresentamos e para nós se vai tornar vinho da salvação”. As mesmas mãos que fazem pão e vinho, são as mãos que tomam o pão eucarístico.
/: O Pão da vida, a comunhão,/ nos une a Cristo, e aos irmãos,/ e nos ensina a abrir as mãos,/ para partir, repartir o pão/:
Leitor 3: A Casa Comum é como um grande altar onde o Senhor opera sua força redentora. Como reza o salmista, “o Senhor alimenta o seu povo com a flor do trigo, e com o mel do rochedo o sacia” (Sl 80,17). Da natureza, a humanidade inteira tira o seu sustento para a vida. Da natureza, trigo e uva são transformados em pão e vinho de salvação: Eucaristia.  
/: Dá-nos, Senhor, esses dons, essa luz,/ e nós veremos que Pão é Jesus/:

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Ungidos pelo Espírito, enviados em missão



Tema: Ungidos Espírito, enviados em missão


É preciso que os jovens sejam sensibilizados para a realidade simbólica do Sacramento da Confirmação e reflitam sobre para que serve ser crismado.Esse encontro de catequese com jovens que se preparam para a Crisma tem esse objetivo. É um encontro que explora os sentidos humanos, aborda o rico significado do óleo do Crisma e convida os jovens a olharem para si e para a necessiadade de estar em missão.






Instruções para Download
 APÓS CLICAR NO LINK ACIMA, AGUARDE 5 SEGUNDOS E CLIQUE EM ‘FECHAR PROPAGANDA’ 



  2º AGUARDE ALGUNS INSTANTES E CLIQUE NO BOTÃO "BAIXAR ATRAVÉS DO NAVEGADOR", COMO MOSTRA A IMAGEM ABAIXO






  3º SELECIONE A PASTA ONDE QUER SALVAR O ARQUIVO PDF DO ENCONTRO 

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Sugestão Rito da Eleição ou Inscrição do Nome


Na Catequese de inspiração Catecumenal, os ritos - momentos celebrativos - marcam o caminho de crescimento na fé das crianças, jovens e adultos e de suas famílias. Esses ritos são adaptados do Ritual da Iniciação Cristã de Adultos. É bom lembrar que para o direito canônico - a lei da Igreja - "adulto" é qualquer um na "idade da razão", ou seja, crianças a partir dos 7 (sete) anos de idade. 

A celebração da eleição é proposta pelo RICA - Ritual da Iniciação Cristã de Adultos, para o 1º Domingo da Quaresma, início do tempo da Iluminação. Porém, por razões pastorais, o rito pode ser usado em outras dias do ano, desde que anteceda a celebração dos sacramentos. 


Depois de baixar, leia atentamente todo o Rito e procure tirar qualquer dúvida com um padre. Consulte o RICA - Ritual da Iniciação Cristã de Adultos, números 133-151 (edição Paulus págs. 62 - 69); 



CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O RITO


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ESSA É UMA SUGESTÃO QUE PROCURA ENCONTRAR PARA OS PAIS E PADRINHOS, UMA PARTICIPAÇÃO EFETIVA NO RITO, MAS VOCÊ CATEQUISTA, PODE USAR DE SUA CRIATIVIDADE (E BOM SENSO, PARA NÃO FUGIR DA PROPOSTA DO RITO). VEJA COMO É MELHOR MANEIRA CELEBRATIVA PARA SUA COMUNIDADE!

SUGESTÃO CELEBRAÇÃO DA ELEI... by João Melo on Scribd

sábado, 24 de setembro de 2016

Quem é o Introdutor? O PERFIL DO NOVO MINISTÉRIO PARA A CATEQUESE DE INSPIRAÇÃO CATECUMENAL

A Catequese de Iniciação à Vida Cristã de inspiração catecumenal veio para ficar! E junto com ela, surge um novo ministério: o Introdutor. Em tempos em que buscamos superar a prática de uma catequese tradicional, centrada nos sacramentos e na doutrinação porque era acostumada a supor que aqueles que estão sendo catequizados já tinham sido evangelizados, a Igreja nos impulsiona para a implementação de um processo catequético semelhante ao itinerário de iniciação das primeiras comunidades cristãs, o catecumenato. Estamos falando de algo muito mais sério do que um “modismo eclesial”, trata-se de “abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favoreçam a transmissão da fé[1]” e renovar os itinerários catequéticos paroquiais.
Em nossa época que é mais marcada por uma mudança de época do que época de mudanças, ou seja, um tempo marcado por rápidas, profundas e constantes alterações no modo de pensar e encarar a vida, nos valores e contra-valores que servem de critério para julgar as situações cotidianas da vida... não se pode supor que aqueles que chegam até nós em busca de catequese sejam evangelizados, conheçam Jesus ou sequer tenham fé.


A catequese é propriamente o processo de educação da fé, mas se não há fé, se o iniciando não conhece Jesus, então é preciso antes despertar a fé dele!

Podemos dizer que antigamente, de uma maneira ou de outra, a família, que era casa de iniciação à vida cristã, tratava de desempenhar muito bem essa tarefa de apresentar Jesus e garantir a primeira adesão do iniciando; Com ela, por muito tempo esteve a escola e o ensino religioso e a própria sociedade enraizada na cultura e nos valores cristãos. Hoje não é mais assim.



Situação no passado:
Família (Igreja Doméstica[2] & casa da iniciação à vida cristã) + Escola (educação cristã & ensino religioso confessional) + Sociedade (enraizada na cultura e nos valores cristãos) = Cristão Evangelizado!

Cristão Evangelizado + Catequese Paroquial Tradicional (doutrinação) = Cristão Catequizado!

Situação no presente:
Família (falha na missão de transmissão da fé) + Escola (educação laica & ensino religioso como estudo do fenômeno religioso) + Sociedade (marcada pelo pluralismo cultural e religioso e pelo relativismo) = Cristão(?) não Evangelizado!

Cristão não Evangelizado + Catequese Paroquial Tradicional (doutrinação) = Cristão AINDA não Evangelizado!



Acaba-se supondo “que as pessoas tenham recebido o primeiro contato com Jesus Cristo na sociedade, na cultura e na família, chegando à catequese para a complementação e a formação doutrinária.[3]”. Isso não é verdade, esses caminhos já não transmitem a fé com eficácia.
No tempo das primeiras comunidades cristãs que viviam em meio aos pagãos e eram minorias, também era assim, não haviam famílias, escolas e sociedades que iniciavam na fé as pessoas. Com o tempo e a oficialização do cristianismo como religião do Estado, a coisa começou a mudar...
É hora de olhar para esse primeiro período da história da Igreja e aprender dele como hoje podemos melhor levar em frente a nossa prática catequética. O catecumenato “era o caminho ordinário para conduzir os adultos aos mistérios divinos, à plena conversão, à profissão de fé e à participação na comunidade; portanto o modelo daquilo que nós gostaríamos que fosse hoje a catequese[4]”.
Pela inspiração do Espírito Santo que conduz a Igreja, e com as devidas adaptações aos tempos atuais, vários esforços, experiências e orientações estão sendo feitas nesse caminho... o Ritual de Iniciação Cristã de Adultos (nos números 1 a 40) apresenta um itinerário dividido em 4 tempos:1)  O Pré-catecumentato; 2) O Catecumenato; 3) A Purificação (ou Iluminação); 4) A Mistagogia;

“A catequese é concebida dentro do processo de iniciação cristã, pelo qual a pessoa não é apenas instruída nas “verdades” da fé, mas passa por um processo, em geral longo, de aprendizado, assimilação, prática e vivência do evangelho, cujo ponto alto são os sacramentos da iniciação. Sua finalidade é fazer discípulos, seguidores de Jesus, na comunidade eclesial. A metodologia para a iniciação aos mistérios da fé deverá ser não apenas a instrução doutrinal, mas, sobretudo o processo catecumenal[5]”.
Há uma infinidade de materiais, textos, subsídios sobre esse assunto... Porém, toda boa proposta só é bem sucedida se começa bem. Se não começarmos “com o pé direito” a proposta de uma catequese catecumenal, ela estará fadada ao fracasso. Por isso, hoje, quero me deter no primeiro tempo desse processo, o pré-catecumenato. Sobre ele há muito pouco escrito ou publicado (como se faz, quem faz, o que é esse primeiro anúncio, etc), principalmente porque nesse primeiro tempo surge uma figura que para muitos de nós é ainda desconhecida, o papel do INTRODUTOR.

Afinal, quem é o Introdutor? O que ele faz? Como faz? Em que consiste o seu ministério? 

Vamos por partes... Primeiro, precisamos olhar para Jesus Mestre, que é a razão de ser de nossa ação catequética e modelo de catequista e também de Introdutor. Os gestos, a palavra e a vida de Jesus são inspiradores da nossa ação pastoral. É Dele que aprendemos a evangelizar e catequizar e é por Ele, para que se torne conhecido e amado e para que Sua proposta de salvação e de adesão ao Reino de Deus seja realidade no hoje e plenitude na vida eterna que realizamos qualquer ação pastoral. Nesse sentido, é que vemos Nele, particularmente no episódio bíblico do encontro com a Samaritana (Jo 4, 3-30) o paradigma do Introdutor. Esse trecho é um particular itinerário iniciáticos:

Jesus 3 saiu da Judéia e voltou para a Galileia. 4 Era preciso que ele passasse pela Samaria. 5 Chegou, pois, a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto da propriedade que Jacó tinha dado a seu filho José.
Na verdade, Jesus não precisava passar pela Samaria, não era o único caminho. Ele poderia fazer o caminho pelo vale do Jordão, como era costume entre os judeus. Os samaritanos, por razões históricas, misturaram sua fé no único Deus a alguns elementos de religiões pagãs. Sabendo disso, os judeus os consideravam impuros, por isso não passavam por ali. Jesus “precisava” passar por lá porque são justamente aqueles mais afastados que precisam Dele, indica a necessidade da missão entre aquele povo. Jesus não faz “pastoral da manutenção”: desafia-se ao novo e vai ao encontro dos afastados. E a missão dá resultados: Só o leproso da Samaria voltou para agradecer a cura (Lc 17, 11-19). Como Jesus, o Introdutor é aquele que se disponibiliza a ir ao encontro...

6 Havia ali a fonte de Jacó. Jesus, cansado da viagem, sentou-se junto à fonte. Era por volta do meio-dia. 7 Veio uma mulher da Samaria buscar água. Jesus lhe disse: “Dá-me de beber!” 8 Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar algo para comer.
O poço de Jacó era símbolo da sabedoria do Antigo Testamento (Eclo 24,1). O cansaço da viagem de Jesus revela o árduo caminho que Ele percorre. Nesses percursos de Jesus, ele se encontra com as pessoas, ele se aproxima. Abeirar-se da fonte e sentar ali é o meio que Jesus encontra para provocar o encontro com a samaritana. É sempre Jesus que tem a iniciativa de procurar o homem apesar dos distanciamentos que provocamos, tornando a busca mais cansativa. Não somos nós que vamos atrás de Deus, Ele é que deixa-se encontrar.
Meio-dia é o horário mais quente para se ir buscar água em uma fonte. É o horário da forte sede e do desejo de água... e uma mulher vêm justamente nesse horário. Por quê? Qual é essa sede tão grande que ela tem?
Jesus pede a água material para provocar a reação da mulher, esse tipo de encontro é recorrente no Antigo Testamento (Gn 24, 11-27; 29, 1-12; Ex 2, 15-17).

9 A samaritana disse a Jesus: “Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim, que sou uma mulher samaritana?” De fato, os judeus não se relacionam com os samaritanos.
A distância entre os dois, judeus e samaritanos, é superada. Jesus quebra “o gelo”, o preconceito e se aproxima, com uma desculpa, um assunto trivial e cotidiano para ir preparando o terreno para o anúncio... O Introdutor é alguém que escuta e é capaz de falar sobre o cotidiano da vida, de ser próximo e amigo.

10 Jesus respondeu: “Se conhecesses o dom de Deus e quem é aquele que te diz: ‘Dá-me de beber’, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva”. 11 A mulher disse: “Senhor, não tens sequer um balde, e o poço é fundo; de onde tens essa água viva? 12 Serás maior que nosso pai Jacó, que nos deu este poço, do qual bebeu ele mesmo, como também seus filhos e seus animais?” 13 Jesus respondeu: “Todo o que beber desta água, terá sede de novo; 14 mas quem beber da água que eu darei, nunca mais terá sede, porque a água que eu darei se tornará nele uma fonte de água jorrando para a vida eterna”. 15 A mulher disse então a Jesus: “Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem tenha de vir aqui tirar água”.
Foi Jesus quem provocou a mulher e acaba respondendo que conhecer ao dom de Deus equivale a conhecer Ele mesmo. A sua primeira revelação é mais enigmática (v. 10): A água viva é símbolo da salvação oferecida em Jesus. Ela passa a referir-se a Jesus como o Senhor - Kýrios – reconhecendo que Ele é o enviado do Pai. 
A segunda revelação de Jesus é mais clara (v. 13-14) e a samaritana compreende (v 15): Em Jesus não se terá mais sede (Pr 18, 4; 20, 5; Eclo 21, 13). De fato, sozinho o ser humano não chega à compreensão das coisas de Deus. Jesus tenta despertar nela o desejo por uma água que não há de se esgotar. E a situação se inverteu: Era Jesus quem no início pedia água material a samaritana e, agora, ela é quem pede a água viva a Jesus.

16 Ele lhe disse: “Vai chamar teu marido e volta aqui!” 17 – “Eu não tenho marido”, respondeu a mulher. Ao que Jesus retrucou: “Disseste bem que não tens marido. 18 De fato, tiveste cinco maridos, e o que tens agora não é teu marido. Nisto falaste a verdade”.
Quando a mulher pede a água viva a Jesus, ele responde dizendo a ela para chamar teu marido. Com essa fala, é como se Jesus perguntasse a ela com quem está casada, isto é, com quem ou o que ela sente plena satisfação que sacia o seu desejo de água viva – de alegria e felicidade. Os cinco maridos podem ser referência aos cinco cultos idolátricos da Samaria (2Rs 17, 29-41). No Antigo Testamento a infidelidade do povo a Deus é comparada à infidelidade matrimonial (cf. Os 2). Os “muitos maridos” ou amantes ocupam um lugar no coração da mulher mas não lhe dão a felicidade. Jesus a leva a descobrir em si mesma um desejo mais profundo que suas paixões e que ainda está insatisfeita. O seu estado de vida exige conversão, tem sede de um novo amor.  

19 A mulher lhe disse: “Senhor, vejo que és um profeta! 20 Os nossos pais adoraram sobre esta montanha, mas vós dizeis que em Jerusalém está o lugar em que se deve adorar”. 21 Jesus lhe respondeu: “Mulher, acredita-me: vem a hora em que nem nesta montanha, nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22 Vós adorais o que não conheceis. Nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. 23 Mas vem a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. Estes são os adoradores que o Pai procura. 24 Deus é Espírito, e os que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade”.
A samaritana não nega ou disfarça a sua situação de vida diante de Jesus porque reconhece Nele um profeta, criou-se confiança e intimidade. Agora que ela reconhece um outro desejo mais profundo que está vinculado à sua vida de fé, ela, então, aproveita a ocasião para colocar uma inquietação de seu tempo: trata-se da controvérsia sobre o lugar autêntico do culto, samaritanos e judeus divergiam sobre o assunto. As grandes perguntas e as dúvidas da samaritana são conteúdos trabalhados por Jesus.
A resposta é radical: nem um, nem o outro, não é isso que importa; Verdadeiros adoradores são os que se relacionam de forma pessoal e íntima com Deus e vivem de acordo com a sua vontade e não conforme aspectos puramente pessoais;

25 A mulher disse-lhe: “Eu sei que virá o Messias (isto é, o Cristo); quando ele vier, nos fará conhecer todas as coisas”. 26 Jesus lhe disse: “Sou eu, que estou falando contigo”.
Quando a mulher fala da vinda do Messias ela não faz outra coisa se não reconhecer a sua inquietude religiosa e admitir que espera o Salvador e dele necessita. Jesus se declara abertamente! Eis aí algo muito próprio do processo iniciáticos: todos esses rodeios, esse jogo de paciência, de perguntas, de respostas cada vez mais profundas para chegar a ver quem Ele é!

27 Nisto chegaram os discípulos e ficaram admirados ao ver Jesus conversando com uma mulher. Mas ninguém perguntou: “Que procuras?”, nem: “Por que conversas com ela?”. 28 A mulher deixou o seu balde e foi à cidade, dizendo às pessoas: 29 “Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz. Não será ele o Cristo?” 30 Saíram da cidade ao encontro de Jesus.
Os discípulos se admiram porque aquilo lhes é estranho. Mas a história não se encerra ali. Agora ela pode dar testemunho na cidade. Abandonar o balde, é o abandona do que é efêmero, passageiro para abraçar a fonte de água viva que dá novo sentido e horizonte à vida.

Alguns aspectos do texto Jesus e a samaritana para o Introdutor:

1) Escolher o caminho da Samaria: Ir ao encontro daqueles que se encontram mais afastados da fé em Jesus;
2) Avançar em direção ao poço: Reconhecer com humildade que é Jesus que nos atrai a si. O Introdutor não é o protagonista, a iniciativa primeira de nos encontrar é sempre de Jesus;
3) Sentar-se perto do poço: Colocar-se à escuta para despertar o desejo do conhecimento de Jesus;
4) Dar de beber aquele que está aí: Incentivar a busca de respostas ao apelos e questões da vida em Jesus no tempo e no espaço oportuno;
5) Descobrir o dom de Deus: Anunciar corajosamente o querigma;
6) Descobrir “com quem estamos casados”: Apresentar em Jesus a misericórdia de Deus que nos convida a conversão e a mudança de vida;
7)  Deixar o balde: Ser testemunha de Jesus Cristo no mundo.
O episódio bíblico do encontro entre Jesus e Zaqueu (Lc 10, 1-10) também é paradigmático para pensar a ação evangelizadora do ministério dos Introdutores, consulte “Elementos para uma catequese personalizada: O encontro entre Jesus eZaqueu” 

O Introdutor está a serviço da Iniciação à Vida Cristã

Etimologicamente, a palavra “iniciação” vem do latim “in-ire”, ou seja, ir para dentro; donde: “in-iter”, ou seja, ingresso, “em-caminhamento”. Iniciação é o processo que coloca alguém na condição de entrar num novo estado de vida, numa nova comunidade. Iniciação cristã, prtanto, é a maneira ordinária e indispensável de introdução na vida cristã e de catequese básica e fundamental[6].

 “O Introdutor é alguém mais experiente na vida de fé, um verdadeiro guia espiritual, mais aprofundado na fé, um amigo que, partilhando sua própria experiência com o iniciando, vai ajudá-lo a caminhar na fé e estabelecer uma relação com Deus e com a comunidade[7]”.

Tudo acontece dentro do primeiro tempo, o pré-catecumenato...

O pré-catecumenato é o nome desse tempo em que o Introdutor faz o acompanhamento espiritual e pessoal do iniciando que busca a catequese. Esse período também é chamado de “Primeira Evangelização”, “Evangelização”, “Tempo Querigmático” ou ainda “Primeiro Anúncio”; O pré-catecumento é o 1º Tempo da Iniciação à Vida Cristã de estilo catecumenal que está proposta no Ritual da Iniciação Cristã de Adultos (RICA) que é hoje o meio que a Igreja orienta-se para colocar adultos, jovens e também crianças em contato com Jesus Cristo e ajudá-los a tornarem-se seus discípulos missionários. Nele, é feito o anúncio querigmático, ou seja, é nesse período que o querigma é anunciado por um tempo adequado aos iniciandos para lhes despertar a fé e prepará-los para a catequese propriamente dita.

O que é querigma?

Podemos definir querigma de diversas formas que, entretanto, estão conexas entre si:
a.        A palavra querigma, do grego Kérygma, significa proclamar, gritar, anunciar. Querigma é, portanto, proclamar Jesus Cristo morto e ressuscitado, é anunciar a Boa-Nova (Evangelho)[8];
b.       Querigma é a proclamação de um evento histórico-salvífico, mas ao mesmo tempo encarnado na vida dos homens e mulheres de hoje como salvação oferecida a todos[9];
c.        O querigma é também anúncio do nome, ensinamentos, vida, promessas, chegada do Reino e mistério pascal de Jesus de Nazaré[10];
d.        Querigma pode, ainda, ser identificado como primeiro anúncio ou primeira evangelização que ocorre no primeiro tempo do processo de iniciação à vida cristã, também chamada de “pré-catecumenato”[11];
e.        Contudo, “o querigma não é somente uma etapa, mas o fio condutor de um processo que culmina na maturidade do discípulo de Jesus Cristo”[12].

“Proclamar o querigma é suscitar a fé em Jesus de Nazaré como Messias e Filho de Deus, de modo que tal aceitação se atualize em salvação para o crente[13]”.  É fazer a experiência de Jesus Cristo como Messias e Salvador. É Anúncio da Boa-Nova de Jesus morto e ressuscitado. A proclamação do querigma é “o anúncio central da fé em Cristo, do Reino que começa com a sua chegada, da salvação que oferece a todo aquele que crê, do destino de vida eterna e da vivência da fé como irmãos na Igreja, antecipação e realização do Reino neste mundo[14]”.

“Não devemos querer que as pessoas conheçam e amem a doutrina sem que antes elas tenham feito uma real experiência de Cristo em suas vidas[15]”. “A doutrina não deve ser a primeira preocupação de um anúncio querigmático, mas a apresentação da pessoa de Jesus Cristo, de uma forma simples e direta[16]”.

O Introdutor é quem proclama o querigma por meio de um acompanhamento pessoal... 

À luz do Estudos da CNBB 97: Iniciação À Vida Cristã: Um Processo de Inspiração Catecumenal. n. 127-130.

...Trata-se de uma pessoa que tem uma tarefa específica no início do processo de Iniciação à Vida Cristã de inspiração catecumenal, isto é, a de acompanhar, durante o tempo do Pré-catecumenato os interessados em percorrer o caminho da Iniciação. É esta pessoa que prepara o iniciando para acolher na liberdade o dom da fé, o anúncio da Boa Nova para assumir o encontro pessoal com o Senhor e as condições para a conversão e a fidelidade. Com um Introdutor, dedicado e competente, tornar-se mais fácil o processo de Iniciação à Vida Cristã de inspiração catecumenal. É ele quem coloca as bases para o segundo tempo, o Catecumenato propriamente dito, no qual atuam os catequistas.

Então o Introdutor é um ministério diferente do catequista?

Sim. O Introdutor é aquele amigo que conversa particularmente com o iniciando, escutará sua história de vida, seus anseios e projetos. Também vai ajudá-lo a dar os primeiros passos na vida de comunidade e vai acompanha-lo no crescimento de sua vida de oração. Fundamentalmente, é alguém próximo que escuta, acompanha e testemunha a grandeza e a força da fé na vida de uma pessoa. O Catequista é aquele que dará continuação no processo de iniciação com encontros catequéticos, celebrações, ensino e educação da fé.

O que faz o Introdutor?

A tarefa principal do Introdutor é anunciar Jesus Cristo. Cabe-lhe, sobretudo através da vida e de seu entusiasmo, ajudar o iniciando a encantar-se por Jesus Cristo, pessoa, mensagem e missão. Pelo exemplo desse Introdutor o iniciando alimenta seu desejo de viver a experiência do encontro pessoal com o Senhor e se sente estimulado para inserir-se na comunidade cristã e a comprometer-se na missão. O iniciando sabe e sente que pode contar com o apoio afetivo e de fé por parte de alguém que, para ele, é fidedigno. O Introdutor, porém, deve deixar claro em sua missão, que não está isolado, e tampouco o iniciando, pois toda a comunidade eclesial está envolvida no processo. Além disso, o Introdutor:
-Suscita a fé e um primeiro passo para a conversão. Já há uma avaliação das motivações e disposições do iniciando;
-Tem encontros periódicos e sistemáticos para partilha da caminhada de fé, dos desafios, dificuldades, alegrias e descobertas. Participam antecipadamente, junto com os ministros ordenados e catequistas, da avaliação das disposições do candidato (cf. RICA, n. 16);
-Acompanha o candidato na celebração de entrada no catecumenato (cf. RICA, n. 71). Na celebração de acolhida no catecumenato, quem preside pergunta aos Introdutores e à comunidade se estão “dispostos a ajuda-los a encontrar e seguir o Cristo (cf. RICA n. 77). Depois de se comprometerem, fazem eles o sinal da cruz (cf. RICA, n. 83).

Quem pode ser Introdutor?

Todo membro da comunidade paroquial pode ser chamado a ser Introdutor. Mas, para bem viver este importante ministério na Igreja, o Introdutor precisa ter percorrido, ele mesmo, o caminho dos Sacramentos da Iniciação (Batismo, Confirmação e Eucaristia). E ele necessita, também, cultivar sua vida de fé, participar da vida da comunidade, alimentar-se com a Palavra de Deus, com a Eucaristia e a oração pessoal, ser fiel à Igreja e zelar por sua formação continuada. Sua missão requer dele grande capacidade de ouvir e dialogar, paz interior e disposição para acompanhar com paciência quem começa um processo que não apenas apresenta novidades, mas vai crescendo em exigências quanto à uma especial mudança de vida.
Uma vez criteriosamente escolhidos pela Coordenação da Iniciação Cristã e submetidos à aprovação do Conselho Pastoral, os Introdutores serão devidamente preparados. O processo formativo não é apenas de conteúdo, em estilo acentuadamente acadêmico e formal, mas segundo a dinâmica da fé e da vivência, que por si mesma criam um clima propício e alimenta a espiritualidade. Além de uma visão geral da Iniciação à Vida Cristã, os Introdutores devem conseguir captar bem o pré-catecumenato, que é um tempo precioso e básico para todo o resto do processo. A parte mais importante da formação destes ministros se refere à pessoa, mensagem e missão de Jesus Cristo, para que tenham solidez, convicção e entusiasmo para este tempo dedicado, sobretudo, à Evangelização. Para um bom desempenho de sua missão eles precisam de elementos fundamentais de como lidar com as pessoas e fazer o acompanhamento delas para assessorá-las no caminho da opção de fé e do encontro pessoal com Jesus Cristo.

Quando é que o Introdutor entra em cena?

Antes da catequese começar. Depois da inscrição, cada Introdutor entra em contato com o seu iniciando e marca a primeira conversa. Na maior parte dos lugares que fizeram a experiência da instituição do Ministério dos Introdutores, os Introdutores acompanhavam os iniciandos de forma pessoal, em conversas com horário marcado na igreja, no salão paroquial ou nas casas do Introdutor ou do iniciando. Tratando-se de iniciação de crianças e jovens, o pré-catecumenato ganha uma dimensão familiar, isto é, as conversas e encontros do introdutor acontecem como “catequese familiar”.

O NÚMERO DE INTRODUTORES EM UMA COMUNIDADE PAROQUIAL É MAIOR DO QUE O NÚMERO DE CATEQUISTAS

Desse modo, o ideal é que cada iniciando tenha o seu introdutor e cada introdutor acompanhe um iniciando. O Introdutor possivelmente será membro ativo de alguma pastoral ou movimento na comunidade paroquial. Ele deverá ser alguém acolhedor, acessível, capaz de linguagem simples e compreensiva. Conduzirá os encontros de acompanhamento espiritual de maneira informal e com simplicidade. Assim, a comunidade paroquial inteira participa ativamente no processo de iniciação de novos discípulos missionários de Jesus Cristo.

Quando tempo dura o pré-catecumenato?

A tarefa do Introdutor termina quando o iniciando deixa de ser acompanhado de forma personalizada e passa para o grupo maior dos iniciandos, aos cuidados do catequista. Em geral o período do pré-catecumenato dura de três a doze meses, dependendo da proposta de cada comunidade paroquial ou do plano diocesano. Isso, no entanto, não significa que o Introdutor deve contar os laços com o iniciando e a sua família.

Como funciona o anúncio do querigma no pré-catecumenato feito pelo Introdutor?

Existem várias possibilidades de como propor o período de pré-catecumenato com a atuação do ministério do Introdutor. As modalidades podem variar, mas a parceria entre iniciando e Introdutor nos encontros semanais é um dos grandes segredos- se não o maior – do bom êxito da Iniciação. Outra sugestão é valorizar os textos bíblicos dos evangelhos da liturgia do Domingo por meio da Leitura Orante (Lectio Divina).



No modelo catecumenal, em qualquer época do ano, as pessoas que querem viver o processo são recebidas e acompanhadas por um Introdutor ou Introdutora e vão entrando em contato com a comunidade. Faz-se um primeiro anúncio – o querigma – (ou o novo anúncio, dependendo do caso) do mistério de Cristo, no diálogo com a pessoa, sua cultura e experiência religiosa. Esse é o tempo do despertar ou reaviver (para os que já tiveram alguma participação) a fé em Jesus Cristo e a conversão, tempo de perceber melhor a função da Igreja. O iniciando é incentivado a vivenciar a fé pela oração e pela mudança de relações com os outros e com a vida. Esperam-se pequenas atitudes que mostrem que isso está acontecendo. Os que vão alcançando esse estágio são convidados ao catecumenato. Os já batizados são incentivados a buscar o Sacramento da Reconciliação. O primeiro anúncio, porém, deve ser precedido pelo testemunho, feito de presença, serviço, respeito, diálogo. Espera-se que, diante desse anúncio, a pessoa, tocada interiormente pela graça de Deus, responda com uma atitude global de fé, uma disposição de conversão e uma aproximação maior da comunidade eclesial. Dessa primeira adesão a Jesus e ao seu Evangelho depende a passagem para o tempo seguinte.
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É preciso abandonar as estruturas que já não favorecem a iniciação cristã de inspiração catecumenal e instituir o Ministério dos Introdutores!



Dicas para aprofundar o assunto:

CNBB. Iniciação À Vida Cristã: Um Processo de Inspiração Catecumenal. Brasília: Edições CNBB, 2009 (Coleção Estudos da CNBB n. 97).

CNBB. Itinerário Catequético: Iniciação à vida cristã - Um Processo de Inspiração Catecumenal. Brasília: Edições CNBB, 2014.





[1] CELAM. Documento de Aparecida n.365.
[2] Lumen Gentium n. 11; João Paulo II, Familiaris Consortio, n. 21.
[3] PORTELLA, Joel. Catequese num mundo em transformação: Desafios do Contexto sócio-cultural, religioso, eclesial para a iniciação cristã. In: Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética. 3ª Semana Brasileira de Catequese – Iniciação à Vida Cristã. Brasília: Edições CNBB, 2010, p. 53.
[4] LIMA, Luiz Alves de. A Iniciação Cristã ontem e hoje – história e documental atual. In: Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética. 3ª Semana Brasileira de Catequese – Iniciação à Vida Cristã. Brasília: Edições CNBB, 2010, p. 64.
[5] Ib. p. 64; cf. CNBB. Diretório Nacional de Catequese (DNC). São Paulo: Paulinas, 2007, n. 35-28, 45-50.
[6] Cf. CELAM. Documento de Aparecida (DAp). São Paulo: Paulus; Paulinas; Brasília: Edições CNBB, 2007, n. 294.
[7] LELO, Antonio F. Introdução à edição brasileira. in: GEVAERT, Joseph. O Primeiro Anúncio: Finalidades, destinatários, conteúdos, modalidade de presença. São Paulo: Paulinas, 2009, p. 18.
[8] Cf. DIOCESE DE OSASCO. Querigma e Mistagogia. Caminhos à Iniciação Cristã. São Paulo: Paulus, 2011. p. 46 .
[9] Cf. CNBB. Anúncio Querigmático e Evangelização Fundamental. Brasília: Edições CNBB, 2009. n. 17-20. (Subsídios
    Doutrinais 4)
[10] Cf. Ibid. n. 18, 21.
[11] Cf. DGC, n. 98.
[12] DAp, n.  278a.
[13] Ib. p. 10.
[14] LELO, Antonio F. Introdução à edição brasileira. in: GEVAERT, Joseph. O Primeiro Anúncio: Finalidades, destinatários, conteúdos, modalidade de presença. São Paulo: Paulinas, 2009, p. 5.
[15] DIOCESE DE OSASCO. Querigma e Mistagogia. Caminhos à Iniciação Cristã. São Paulo: Paulus, 2011, p. 46.
[16] Ib. p. 47.