sexta-feira, 17 de agosto de 2018

SOLIDÃO CASADA


Resultado de imagem para solidão casadaQuem puder entender entenda:
El@ é compromisso que contraiu união estável com o divórcio.
El@ é prostitut@ do casamento na Igreja de Santo Antônio dos Encalhados
El@ é separad@ do sofrimento da violência nupcial da união instável
El@ é desquitad@ do bordão de que os opostos se atraem para sempre
El@ é ficante de segunda união que não pode comungar na fila dos adúlteros enrustidos
El@ comeu bem-casado na festa da noite de consumação do matrimônio
El@ atualizou seu perfil com fotos fingidas de “em um relacionamento sério” que vai morrer antes que a morte os separe
El@ foi morar junto da solidão que crê no felizes para sempre
El@ pagou caro no casamento nulo que a Igreja abençoou
El@ namorou quando era noiv@ de amizade colorida
El@ reivindica que família é galera amasiad@
Nem todos são capazes de entender isso. E todos são capazes de julgar isso?  
Quem puder entender entenda.
(cf. Mateus 19,3-12)

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Errar é humano ou errar desumaniza?


Responda errado, por favor, e depois me conte se sente-se mais humano ou mais desumanizado...porque essa pergunta martela minha mente escrupulosa de relativismo. Credo! É como maldição lançada sobre mim por ter perguntado: É errado perguntar sobre o que é errado?
Agora é tarde! Eu gritei essa pergunta ecoada setenta vezes sete vezes aos oráculos das verdades que conheço.


E a resposta tem gosto de perdão com preço a ser pago de enorme fortuna de dívida.
E a resposta foi desumanizada, que nem errar... e tão esperada, que era humana, que nem errar... E passei a achar que errar é natural... e sobre isso, naturalmente, estava errado... e ainda bem que eu erro!
(cf. Mt 18,21-19,1)

terça-feira, 14 de agosto de 2018

OVELHAS NAS MONTANHAS


Há ovelhas nas montanhas.
Ovelhas nas noites frias de alturas geográficas.
Dizem que Deus manda subir monte e montanhas para nos encontrarmos com Ele...
Então, o pastor subiu com as ovelhas apesar de nunca ter ouvido a voz de Deus.
E no medo gélido da noite as ovelhas se amontoavam da lã quente dos corpos aquecidos.
E por desgraça do destino gracioso, ninguém sabe ao certo, o redio aberto trazia um vento livre que despertou as ovelhinhas para a descoberta de uma noite assombrada de sombra de luar apaixonado. Não deu outra... ovelhas em fuga!
“Ovelhas desgarradas!”, gritará o adormecido pastor na manhã seguinte quando for despertar para contar carneirinhos...
E as ovelhas a se perder em balidos de paixão campesina montanha afora, dançando despretensiosas de serem maior que qualquer coisa, em qualquer lugar.

Há ovelhas nas montanhas (Mt 18, 12). 

segunda-feira, 30 de abril de 2018

CRIANÇAS NA CATEQUESE SEM VAGA NA ESCOLA E SEM POSTO DE SAÚDE



Catequizandos da periferia de Feira de Santana (BA) ainda não saber ler ou escrever porque estão sem estudar. Na maior parte, suas famílias são moradoras de condomínios criados pelo programa do governo "Minha casa, Minha Vida". O problema é que nos bairros onde vivem não há escolas com vagas suficientes para todos e nem serviço de saúde pública que seja próximo de suas casas. Como muitas crianças não têm condições de deslocar-se diariamente para escolas mais distantes onde haveriam vagas, ficam sem estudar.
 O governo facilitou o acesso à moradia, mas formou bairros populosos sem infraestrutura para acolher os moradores. Um aglomerado de crianças, jovens, adultos, idosos, de famílias em condomínios do programa do governo fixados em regiões sem escolas, postos de saúde e opções de lazer é um atentado à dignidade dessas pessoas. Ensina o Compêndio da Doutrina Social da Igreja (Pontifício Conselho Justiça e paz) n. 557:

domingo, 15 de abril de 2018

Três “grupos” pastorais desafiadores: pais e padrinhos, noivos e famílias enlutadas


Três “grupos” pastorais desafiadores: pais e padrinhos (batismo), noivos (matrimônio) e famílias enlutadas (velório e 7º dia). Eles só aparecem na Igreja nessas ocasiões raras e especiais aí. Na maioria das vezes, buscam a Igreja por motivos outros que não o interesse em seguir Jesus de perto. O que fazemos com eles? Apontamos o dedo, jogando na cara que só nos procuram quando “precisam” e que tão logo consigam o que querem vão se embora de novo? Talvez até atendamo-los, mas com pouco gosto e zelo apostólico porque, afinal de contas, para que dar acolhida a alguém que “não é de Igreja” mesmo!?

CUIDADO! “Ser de Igreja” não nos faz melhores nem mais santos do que os que não são. Quem pensa assim, pensa na lógica da falsa arrogância “cristã”.  

O Evangelho nos conta que Jesus disse aos discípulos “IDE por todo o mundo, anunciai...” (cf. Mc 16,15). Ele diz IDE, manda IR, SAIR... e não é que até hoje tem gente que VÊM, que CHEGA até nós, nossas secretarias e pastorais sem a gente precisar IR? É verdade que vêm pouco e vêm por motivos estranhos talvez, mas VÊM! E elas chegam, como filho pródigo (cf. Lc 15), e o que encontram? Espero que encontrem sempre MISERICÓRDIA. Mesmo que a gente saiba que talvez não voltem. O AMOR-misericórdia é gratuito... é confiante que Deus agirá! É um amor que joga semente em terrenos ainda não prontos para produzir frutos para a vinha do Senhor, mas semeia!

No mínimo, esses que nos buscam nesses momentos singulares da vida, se acolhidos com respeito, passarão – no mínimo- a nos respeitar enquanto Igreja e enquanto comunidade que testemunha a fé que diz que tem e vive. Do contrário, o abismo entre nós e eles, só tende a aumentar. Aliás, será que diante de Deus existe nós-e-eles ou é tudo junto e misturado?


Que a nossa lógica pastoral seja a lógica atitudinal de Jesus. Que o Espírito de Deus nos inspire a amar como Jesus amou.