sábado, 5 de junho de 2010

O que fazer com imagens quebradas?



De repente, acontece que aquela imagem - benta ou não -  que você tem em sua casa cai e quebra! Aí meu Deus! O que fazer?

Calma! Sem escrúpulos!

É certo que devemos ter respeito e a adequada veneração as imagens pelo que elas representam: os Anjos, Santos, Nossa Senhora, Jesus Cristo...

O uso de imagens parece que já era empregado desde o Antigo Testamento, como nos mostra a Bíblia (cf. Ex 25, 17-20; 1Rs 6, 23-30; 7, 23-28s; Nm 21, 2-9; Sb 16, 5-7; Jo 3, 14-15). As imagens são como retratos, fotos, ou seja, símbolos religiosos.

Porém, quando quebradas, estragadas ou danificadas, deixam de simbolizar a realidade que representam, logo, não parece mais adequado tê-las para veneração.

Claro que se a imagem, mesmo quebrada, tem um valor afetivo - ganhou de presente de uma pessoa querida, etc - não vá se desfazer dela só porque está quebrada.  Nesse caso, o restauro é a melhor opção.

Na verdade, o restauro é sempre uma boa opção.

Mas, caso você não vá optar pelo restauro, ou não tenha como fazê-lo, não têm problema: termine de quebrar e/ou destruir a imagem. Essa é uma maneira respeitosa de se desfazer dela e de qualquer outro objeto religioso. É superstição acreditar que isso pode nos trazer algum mal. Quando for fazer o descarte no lixo, certifique-se de que tudo está em pedaços bem pequenos para que não sejam profanados. Essa é a melhor opção. É mais ecológica do que enterrar, queimar ou mesmo abandoná-las em oratórios, cruzeiros ou similares.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Maria - o medo de acolhe-La

A partir da Bíblia podemos superar o medo de receber Maria em nossas vidas!



Uma senhora, uma vez, ao receber a visita de pessoas de outra religão escondeu a imagem de Nossa Senhora que tinha em sua casa. Com o passar do tempo as visitas se tornaram mais frequentes e logo a mulher queria dar fim a imagem, por fim, acabou por doa-la a outra pessoa. O que podemos dizer desta mulher que livrou-se do sinal da Mãe de Jesus de sua casa? Não estava ela também tirando a presença de Maria de sua vida? Curioso é que São José também, uma vez, quis se livrar de Nossa Senhora, quando achava que ela tinha adulterado (cf. Mt 1, 18-23). Mas o Senhor disse a ele através de um sonho: "José, filho de Davi, não temas em receber Maria em sua casa, pois o que Nela foi concebido vem do Espírito Santo!" (Mt 1,20). Lembremos também do que Jesus no alto da cruz vendo ali sua Mãe, disse ao discípulo mais amado: "Filho, eis aí a tua Mãe!" (Jo 19,27a). O evangelho nos narra que na seqüência aquele discípulo a recebeu em sua casa (cf. Jo 19,27b)! E você? Como têm recebido Maria em sua vida? Você permite que Ela te aproxime de Cristo? Ou você é como esta senhora que se deixou levar por outros que não proclamam que Maria é a bem-aventurada de Deus (cf. Lc 1,48)? Pois neste mês de maio, mês de Maria quero dizer a você :“Como São José, não temas em receber Maria, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo (cf. Mt 1,24)! Recebe-a como sua Mãe em sua casa e em toda a sua vida assim como fez o discípulo mais amado (cf. Jo 19,27), pois Jesus nos ama por igual e nos quis entregar sua Mãe para que juntos com Ela, perseveremos na oração (cf. At 1,14)! Então, proclame-a Senhora do seu coração para que juntos possamos dizer Nossa Senhora!"

terça-feira, 6 de abril de 2010

Convocados a viver a Páscoa!



“Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Na Sua grande misericórdia ele nos fez renascer pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma viva esperança, para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada para vós nos Céus.” (1ª Pd 1, 3-4)


A Semana Santa e a Páscoa, todos os anos, envolvem muita gente. Há aqueles que se sintonizam na fé com os acontecimentos religiosos. Mas há também aqueles que aproveitam a oportunidade para o comércio, como na venda de chocolate. É preciso que nós não deixemos que as datas religiosas sejam reduzidas a meras datas comerciais. A Páscoa é a festa principal do cristianismo, mais importante até que o Natal. Celebramos a Ressurreição de Jesus vitorioso e glorioso sobre a morte, o pecado e o demônio. Por isso, depois de viver a Quaresma e em especial a Sexta-feira Santa onde em espírito de petinência buscamos viver mais intensamente a conversão (cf. Jl 2,12-18; Is 58, 6-9), é hora de mudança, e a partir da Vigília Pascal, tudo muda! Na Vigília Pascal celebramos a ressurreição do Senhor, volta-se a entoar o Aleluia, inicia-se o tempo Pascal. Precisamos também aprender o sentido dessa época.

Peçamos que a luz de Cristo trazida até nos pelo Fogo Novo que brilha no Círio Pascal, possa afastar de nós a escuridão da noite fria e vazia da morte e do pecado; Que possamos iradiar a luz do Cristo Ressuscitado através de um ardor missionário renovado; Que a Vida Verdadeira (cf. Jo 10,10), aquela que venceu a morte na cruz, renasça também em nós. Páscoa é isso, passagem da morte para a vida, da escravidão para a liberdade (cf. Ex 12). Por isso, no Tempo Pascal somos convocados a viver intensamente o Mistério da mística do Cristo Ressuscitado.

Você já viu em algum lugar na Igreja um emblema ou símbolo de um peixe? Já ouviu dizer que o peixe é um dos mais antigos símbolos do cristianismo? Isso porque o peixe é facilmente associado a Jesus, especialmente pelas suas aparições depois da Ressurreição que costumam envolver essa simbologia (cf. Jo 21,1-19; Lc 24,42). Com as letras da palavra peixe na língua grega (IXTUS), formamos I= Iesus (Jesus); X= Xristòs (Cristo); T= Theos (Deus); U= Úios (Filho); S= Soter (Salvador), que em português ficaria: “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”! É uma proclamação da verdade de fé da Páscoa do Senhor: Ele nos salva! Que com essa Páscoa, sejamos como que um grande cardume, seguidores do Grande Peixe (IXTUS) e também, de algum modo, trazendo novas pescarias, para a rede do Senhor (cf. Mt 13, 47; Lc 5,1-6).

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O que aprendemos com os Pastores que viram Jesus nascer?


"Nasceu para nós um menino, um filho nos foi dado"(Is 9,5)
Os pastores receberam o anúncio do Anjo que dizia: «Nasceu-vos hoje, na cidade de Davi, um Salvador, que é o Messias Senhor» (Lc 2, 11). Desde então, Jesus Cristo se fez presente, O Emanuel - Deus conosco. Ele está no meio de nós!(Cf. Mt 28,20). É preciso que como os pastores, sejamos vigilantes e permitamos que o menino-Deus nasça também em nossos corações e não só no Natal, mas em todos os dias. Porém, como é possível fazer isso?? Ora, a resposta nos é dada pelos próprios pastores que receberam o anúncio!O que eles fizeram quando souberam da grande alegria do nascimento do menino-Deus? "Disseram entre si: Vamos a Belém! Vamos ver este acontecimento que o Senhor nos anunciou" (Lc 2,15). Aí esta o segredo, a chave para a nossa pergunta. Eles saíram "com toda a pressa" (Lc 2,16) e foram ao encontro de Jesus. Será que nós também saímos com toda a pressa em busca de Jesus, ou será que só temos pressa para as coisas do mundo, deixando Jesus em segundo lugar?? Devemos, de fato, ter o Tempo de Deus como prioridade em nossas vidas. Assim, seguramente, estaremos no caminho certo rumo á vida eterna.

O Natal nos lembra também, o fato de Jesus ter nascido pobrezinho em um estábulo, numa manjedoura (cf.Lc 2,12). Mas o que isto realmente significa? O Ofício da Imaculada Conceição, uma oração belíssima rezada pela piedade popular brasileira, nos traz duas invocações á Virgem Maria que podem nos ajudar a entender as circunstâncias do nascimento de Jesus. Uma delas diz: "Deus vos salve, Relógio que, andando atrasado, serviu de sinal ao Verbo Encarnado. Para que o homem suba às sumas alturas, desce Deus dos céus para as criaturas." Nesta invocação Maria é representada pelo relógio, pelo qual é indicado que o Sol teria parado, segundo um episódio bíblico (cf.2Rs 20,8-11;Is 38,7-8). O fato do Sol, que aqui representa Jesus, parar, ou atrasar indica que "O Verbo se humilhou, tomando a forma de servo" (cf.Fl 2,7). Ainda comparando Jesus ao Sol, podemos ver a outra invocação que nos diz: "Com os raios claros do Sol da Justiça, resplandece a Virgem dando ao Sol cobiça". Assim, Mesmo Jesus sendo Deus, encarnou-se e tornou-se humano, sendo o menino-Deus; E sua Mãe, a qual os pastores também se dirigem (Lc 2,16), resplandece como a primeira entre os crentes.

Outro fato que podemos apontar é a distância da manjedoura de Jesus. Como assim? Os pastores estavam já ali perto(Lc 2,8), não demoraram muito, como vimos, a chegar ao menino. Mas, por que estavam tão perto? E nós será que estamos perto como eles do menino-Deus? Os pastores eram pessoas simples e humildes de coração, por isso eram quase "vizinhos" de Jesus, que também como vimos, ao nascer, humilhou-se a si mesmo. Note também, que os Sábios do Oriente, os Reis Magos, pessoas de renome da época chegaram bem depois(Mt 2,1.9). Não que para eles fosse impossível chegar a Jesus! Mas que nós possamos entender que quanto menos humildes e simples de corações fomos, mais distantes estaremos da manjedoura do menino-Deus e mais difícil será chegar até Ele. É como se os nossos corações fossem feitos de pedra e não de palha, macia como a da manjedoura de Jesus. Por isso, rezemos junto com o Papa:


Senhor Jesus Cristo, Vós que nascestes em Belém, vinde a nós! Entrai em mim, na minha alma. Transformai-me. Renovai-me. Fazei que eu e todos nós, de pedra e madeira que somos, nos tornemos pessoas vivas, nas quais se torna presente o vosso amor e o mundo é transformado. TRECHO DA HOMILIA DO SANTO PADRE BENTO XVI. Basílica Vaticana, 24 de Dezembro de 2009.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Uma Maneira diferente de entender o Dom de Línguas


No momento de receber o Espírito Santo, em Pentecostes, os discípulos estavam unidos em oração, com Maria, a mãe de Jesus (cf. At 1,14 ; At 2,1-12). Os apóstolos eram medrosos e pouco corajosos. Eram como nós, indignos e incapazes de levar adiante a missão tão importante deixada por Jesus (cf. Mt 28, 19-20); Mas quando se abriram ao Espírito Santo, Ele os impeliu e eles puderam falar em uma linguagem de modo que todos os que os ouviam, “judeus devotos de todas as nações que há debaixo do céu” (At 2,5) e outros tantos povos de diferentes culturas ali presentes (cf. At 2, 9-11a), todos exclamavam que “ nós os ouvimos pregar em nossas próprias línguas as Maravilhas de Deus” (At 2,11). O Dom de Línguas pode ser entendido aqui como a globalização do amor, consiste em saber falar aos corações das pessoas, de todas as raças, de todas as línguas, cor, sexo, grupo social ou religioso, o idioma da Verdade: Jesus Cristo. Esse dom nos permite falar desta grande Verdade com um banqueiro, um pedreiro, um doente, um funcionário público, uma dona de casa, a um universitário, a uma criança ou a um sacerdote de modo que todos entendam. O projeto de Deus é que sejamos “um só coração e uma só alma” (At 4,32), que sejamos unidos em Cristo, mas com a nossa rica diversidade cultural. Em um mundo cada vez mais interligado pelos meios de comunicações – especialmente os via satélite e via internet – mas onde também cada vez mais reina o individualismo e o egoísmo, que vão contra o projeto do Espírito Santo, em Pentecoste, de amor e união entre os povos, que possamos, nós, fazer a diferença, com a força do Espírito Santo Paráclito, ser anunciados universais –católicos- de Jesus Cristo, “Caminho, Verdade e Vida” (Jo 14,6). É preciso tomar cuidado com a nossa linguagem, pois quantas vezes falamos uma coisa e as outras pessoas não entendem? Ou, quantas vezes não enfrentamos situações de confusão por uma palavra mal dita? Já nos dizia João Paulo I : “É preciso saber falar com carinho ao nosso interlocutor na sua própria linguagem e depois, pouco a pouco, o iremos trazendo, suavemente, ao nosso terreno.” Evangelizar é “fazer-se tudo para todos, para ganhar a todos” (I Cor 9,22). Esse é o Dom de Línguas que tanto precisamos aprender, a linguagem universal do amor.