segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O que fazem o padrinho e a madrinha?


Padrinho e Madrinha são aqueles que acompanham a caminhada de fé de seu afilhado (a) durante toda a vida. O termo padrinho pode ser traduzido por pequeno pai assim como madrinha por pequena mãe. Podemos chamá-los de pais espirituais. Sua função é ajudar seu afilhado (a) a viver o Evangelho – ser discípulo missionário de Jesus Cristo. Mas, como todos nós sabemos, não é bem assim que acontece. Está cheio de padrinhos que não sabem o que é ser padrinho, pais, batizandos (aqueles que serão batizados) e também crismandos que não sabem escolher seus padrinhos, catequistas e equipes de batismo que não sabem auxiliar os pais e batizandos nessa tarefa, etc. Mas afinal o que são o padrinho e a madrinha? Qual a sua função específica?

 É aquele (a) que apresenta seu afilhado (a) para o Batismo/Confirmação;
 É aquele (a) que se compromete a estar disponível a apoiar os pais na educação da fé de seu afilhado (a);
 É aquele (a) que se nutre da Palavra de Deus, da Eucaristia dominical e que testemunha sua fé participando de uma comunidade;

Aos já padrinhos, digo que não se esqueçam do compromisso que assumiram.

Aos pais, batizandos, crismandos e outros que escolhem padrinhos que a escolha NÃO seja feita por motivo de amizade, interesse material ou outro qualquer que não seja o critério da fé. Qualquer católico não-praticante não está apto a ser padrinho ou madrinha!

Aos que receberem o convite de serem padrinhos que questionem a si mesmos se acreditam e vivem a fé cristã que a Igreja ensina e se são capazes de assumir a missão de acompanhar pelo resto da vida a fé de seu afilhado (a). Se não está preparado, não aceite! Uma conversa franca com os pais é a melhor solução.

Aos catequistas e agentes da pastoral do Batismo que se esforcem mais nos encontros para pais e padrinhos, visitas domiciliares, encontros de catequese de iniciação eucarística e de crisma, para que padrinhos sejam escolhidos segundo o critério da fé. Essa escolha não é brincadeira! Que eles sejam católicos capazes de dizer como São Paulo que abraçaram a fé e por isso podem ajudar seu afilhado (a)! (cf. Ef 1, 15-19) .

Uma última pergunta: que formação oferecemos para os padrinhos de Crisma?

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O Deus da Noite Luminosa



Uma vez houve uma noite de puro Deslumbramento e Alegria
Uma noite Luminosa como o dia
Nessa noite, os que habitavam a terra das sombras viram uma Luz de Esperança
Aqueles que caminhavam nas trevas souberam de um Deus Forte nascido como criança
Era a Luz Verdadeira, Iluminadora dos homens, Luz do Mundo!
E a Luz brilhou e para nós todos resplandeceu
Mas no mundo houve quem não a reconheceu
É Jesus o nome do Menino Luz que essa noite irradia tamanha alegria!
Filho da pobre Maria, não encontrou ao nascer nem hospedaria
Mas na Sua Luz há vida em abundância para também a nossa vida iluminar!
«Deus de Deus, Luz da Luz, gerado, não criado, consubstancial ao Pai»
É essa a noite, o Natal, o nascimento, o convite: ao Menino Deus saudai!
Quem vislumbra Deus sente alegria e nesta noite, vemos algo da Sua luz.
Por isso, desejamos que todos digam conosco que “o nosso Natal é com Jesus!”

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Igreja: lugar de animação bíblica da vida e da pastoral


Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir, para educar conforme a justiça” (2 Tm 3,16)



Nesse pequeno trecho Paulo nos responde qual é a utilidade da Bíblia, para que ela serve. Paulo não diz que ela deve ser usada só na Catequese, grupos de oração e seus textos lidos durante a Missa. Os discípulos missionários de Jesus Cristo conhecem o seu Mestre, conversam com Ele, e seguindo-O, fazem a Sua vontade em suas vidas, colaborando com a missão. João diz que Jesus é a Palavra de Deus encarnada (cf. Jo 1,14), é por meio não só do contato com a Palavra de Deus, mas, sobretudo com a familiariedade com ela que nos tornamos verdadeiros discípulos missionários.
Diz um canto conhecido que “a Bíblia é a Palavra de Deus, semeado no meio do povo...”. É isso que Paulo quer dizer, a Bíblia nasceu do povo e é para o povo útil para ensinar, argumentar, corrigir o que está errado e educar segundo a justiça de Deus. A Bíblia é útil para todos, para mim e para você.
Nos últimos tempos, quando falamos da presença da Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja, falamos de Animação Bíblica da Pastoral (ABP). Trata-se de uma nova linguagem e uma nova compreensão. Somos interpelados a tomar consciência que a leitura e a meditação da Bíblia não devem ser reduzidas a uma “Pastoral Bíblica” como se a Palavra de Deus fosse apenas uma pastoral, ao contrário, a Bíblia sendo luz para o nosso caminho (cf. Sl 118, 105), precisa permear toda a ação evangelizadora da Igreja, em outras palavras, a Bíblia precisa ser alma de nossas pastorais, movimentos, grupos, serviços e organizações.
A Bíblia precisa ser popularizada entre o nosso povo, mas não basta tê-la e ler de qualquer maneira, dentre as várias maneiras de se aproximar da Sagrada Escritura, a Igreja reconhece o método da Leitura Orante ou Lectio Divina como uma maneira que favorece a formação de discípulos missionários de Jesus Cristo. Precisamos aos poucos inserir momentos de contato com a Palavra, especialmente entre os agentes de pastorais e movimentos. São Jerônimo dizia que ignorar as Escrituras é ignorar o próprio Cristo. Perceber que não é possível ser cristão e desconhecer as Escrituras é o primeiro passo.

sábado, 24 de setembro de 2011

A Catequese Sacramental no relato da mulher pecadora


É função da catequese explicar a natureza dos sacramentos e seus efeitos sobre nós. Contudo, isso nem sempre é feito da melhor maneira, pois muitos catequistas ainda encontram-se despreparados para tal função. É pela Sagrada Escritura que melhor conseguiremos compreender – e, portanto viver- os sacramentos. A Bíblia trata do assunto mais do que muitos de nós acreditamos. Para dar um exemplo, convido você a reler o texto de Lucas 7, 36-50 sob outra prespectiva, vamos procurar encontrar os sinais sacramentais do texto. Trata-se do relato da mulher pecadora. Aliás, a única coisa que sabemos sobre ela é isso, que é pecadora (Lc 7, 37) – o texto não menciona sua idade, seu nome, qual pecado tinha cometido, se era casada, etc. Lucas tem seu foco na realidade de pecado.
O que faz a mulher pecadora quando entra onde estava Jesus? Chorando, lavou com suas lágrimas (Lc 7, 38.44) e ungiu com perfume de mirra os pés de Jesus (Lc 7, 38.46). E Jesus, o que faz? A perdoa e a resgasta, a salva (Lc 7, 48-50). Nossa atenção deve-se deter agora sobre o que podemos encontrar dos nossos sacramentos nessa leitura.
Nossa realidade é a mesma daquela mulher, o pecado. Nascemos manchados pelo pecado original e necessitados da graça de Deus. Precisamos, como essa mulher, adentrar onde Jesus está (cf. Lc 7, 36-37), buscá-lo, segui-lo, ser iniciado na fé, nesse sentido, a catequese é grande expressão de fé e adesão a Jesus Cristo. A mulher ao encontar Jesus chorou, suas lágrimas derramadas prefiguram as águas do batismo, pelas quais ela foi purificada e perdoada de seus pecados (cf. Lc 7, 48). Ela também ungiu com perfume os pés de Cristo (Lc 7, 38. 46). Quando é que somos ungidos? Na própria celebração do batismo, quando somos ungidos com o óleo dos catecúmenos (ainda não batizados) e também, dentre outras unções, no sacramento da Confirmação – ou Crisma. A unção do Crisma nos convida a difundir “o bom perfume de Cristo” (2Cor 2,15). É por esse sacramento que somos confirmados na fé, na mesma que o texto diz ter salvado a mulher (Lc 7, 50). Ao despedir a mulher, Jesus se dirige a ela dizendo “Vai em Paz” (Lc 7, 50), com esse gesto Jesus resgata a dignidade daquela mulher, a salva. O bispo, por sua vez, após ungir o crismando o diz que “a paz esteja contigo!”, sinbolizando a união do fiel com a Igreja de Cristo.
Podemos a partir do texto e da nossa realidade quanto aos sacramentos estabelecer como itinerário que existe uma realidade de pecado que é purificada no sinal da água pela graça de Cristo. Depois, pelo sinal da unção somos mais profundamente ligados a Cristo, nosso Salvador, pelo dom da fé.
É primordial que o catequista consiga conduzir seus catequizandos a uma leitura da Sagrada Escritura em que possam identificar os sinais (sacramentos) da atuação de Cristo para que compreendam-os em suas próprias vidas.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Catequese junto a pessoa com deficiência visual


Proposta de Leitura Orante da Bíblia na Catequese com deficiente visual:

Ambientação: disposição das cadeiras em círculo e luzes apagadas.

Quanto a escolha dos textos bíblicos: Procure usar textos narrativos, que conte uma história que possa ser facilmente memorizada ( As parábolas, por exemplo).

Roteiro: Após a invocação ao Espírito Santo, coloca-se uma música de meditação ou outra (sem letra, só melodia) que favoreça a atitude de escuta e silêncio exterior e interior e convida-se os participantes a fecharem os olhos durante a leitura.
Segue-se, então, com a leitura do texto. Como tratasse de uma narrativa, quem lê, de fato, narra o texto bíblico, de forma que todos os ouvintes possam imaginar o que é proclamado. A leitura ainda deve zelar pelo silêncio do texto, ou seja, conter diversas pausas em diversos trechos para que todos consigam acompanhar a narração por meio de sua imaginação. Um critério que pode ajudar quem proclama o texto, é ele mesmo, fazer o exercício de imaginar o que lê.
Durante a leitura, o catequista pode fazer uso de outros sons, odores ou objetos concretos que possam ajudar na vivência da leitura orante. Se o texto narrado fosse, por exemplo, a Parábola do Semeador (Mateus 13,1-23), Pode-se usar sementes e entrega-las para os participantes, pode-se jogar sementes no chão para ilustrar o "semear", utilizar-se de terra para ilustrar a "terra boa", pode-se ainda, depois da leitura orante, plantar as sementes recebidas, como sinal de que queremos ser a terra boa, onde a semente da Palavra de Deus será frutuosa, etc.
Depois da leitura, segue-se um momento de silêncio para a interiorização da Palavra de Deus.
Na sequencia, ou repete-se a narração de forma um pouco mais breve, ou cada um faz sua leitura pessoal na Bíblia, se houver o texto bíblico em braille para o deficiente visual, nesse caso, os participantes podem repetir versículos que acharam importantes, ou ainda, pode-se recortar, comunitariamente o texto narrado, onde todos contam um trecho com suas palavras.
O catequista, em seguida, de acordo com a necessidade do grupo, inicia o momento de oração com a Palavra de Deus, sempre atualizando-a para a nossa vida. Esse momento celebrativo pode ser comunitário ou pessoal e intercalado com um refrão meditativo.
Se o catequista achar que é necessário, pode-se fazer, nesse momento uma partilha daquilo que foi proclamado.
Por fim, canta-se um salmo ou outro canto apropriado, de acordo com com o texto bíblico escolhido. Todos rezam juntos, de mãos dadas e encerra-se a Leitura Orante.

CLICK PARA DOWNLOAD DESSA PROPOSTA


Comercial que pode ser usado como Motivador:



VOCÊ TÊM ALGUM CATEQUIZANDO COM DEFICIÊNCIA?? COMENTE A EXPERIÊNCIA!.... sugestões, elogios e críticas.