domingo, 22 de julho de 2012

Catequese Personalizada a partir de Lucas 19, 1-10

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Catequese conforme as Idades

Nossa Catequese, ao contrário do que muitos pensam, não é somente a preparação de crianças para a Eucaristia. A Catequese compreende toda a educação da fé de todos aqueles que buscam o Batismo para si ou para outros, de adultos, jovens e crianças que estão sendo, de alguma forma, catequizados e que participarão da mesa eucarística ou receberão o Crisma. Também àqueles que se preparam para celebrarem o sacramento do Matrimônio e tantos outros que participam das mais diversas iniciativas de educação da fé presentes em nossas comunidades. Todos estes estão dentro do processo de Catequese. A Igreja no Brasil se esforça para que a catequese deixe de ser apenas “sacramentalista” para ser uma catequese de mensagem, que fale para a vida de quem é catequizado. Na prática isso significa deixar de acentuar tanto a dimensão de preparação dos sacramentos e levar em consideração a pessoa em sua totalidade. Isso quer dizer que inclusive alguns critérios para a organização de nossas turmas precisam “estar em alta” mais que outros, dentre eles destacamos a catequese conforme as idades. Hoje, na maior parte das comunidades temos turmas de 1ª Eucaristia, Crisma, algumas de perseverança e raramente outras modalidades de catequese e as organizamos segundo o critério dos sacramentos (quem está se preparando para 1ª comunhão, fica na turma de quem vai se preparar para 1ª comunhão e etc). Critério válido, mas que precisa ceder lugar a outro ainda mais importante: o critério das idades. O que fazer com um jovem que em idade de Crisma não é se quer batizado? O que fazer com um adulto que não recebeu a Eucaristia, mas o grupo de adultos está se preparando para o Crisma? Onde “encaixá-los” na Catequese? Não há necessidade de improvisos! O Diretório Nacional de Catequese é claro nos números 180 a 200 e diz: “A catequese conforme as idades é uma exigência essencial”, ou seja, cada catequizando seja inserido em grupos conforme a sua idade. O jovem, do caso acima em idade de Crisma, não havendo turma de jovens iniciandos ao Batismo e Eucaristia, participa no grupo de crismando e celebra os sacramentos todos, conforme sua maturidade e no tempo adequado. O mesmo para o adulto, pois, inclusive, a catequese de adultos deve prepará-los para celebrar todos os sacramentos da iniciação (Batismo, Eucaristia e Crisma), conforme nos orienta o Ritual da Iniciação Cristã de Adultos. Certamente que “agrupar” catequizandos, das mais diversas etapas segundo as suas idades não resolverá todas as dificuldades que temos em nossa Catequese, mas é, sem dúvida, um grande passo para uma Catequese mais encarnada na realidade uma vez que os catequistas adequem a linguagem utilizada durante os encontros à faixa etária do grupo.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O que fazem o padrinho e a madrinha?


Padrinho e Madrinha são aqueles que acompanham a caminhada de fé de seu afilhado (a) durante toda a vida. O termo padrinho pode ser traduzido por pequeno pai assim como madrinha por pequena mãe. Podemos chamá-los de pais espirituais. Sua função é ajudar seu afilhado (a) a viver o Evangelho – ser discípulo missionário de Jesus Cristo. Mas, como todos nós sabemos, não é bem assim que acontece. Está cheio de padrinhos que não sabem o que é ser padrinho, pais, batizandos (aqueles que serão batizados) e também crismandos que não sabem escolher seus padrinhos, catequistas e equipes de batismo que não sabem auxiliar os pais e batizandos nessa tarefa, etc. Mas afinal o que são o padrinho e a madrinha? Qual a sua função específica?

 É aquele (a) que apresenta seu afilhado (a) para o Batismo/Confirmação;
 É aquele (a) que se compromete a estar disponível a apoiar os pais na educação da fé de seu afilhado (a);
 É aquele (a) que se nutre da Palavra de Deus, da Eucaristia dominical e que testemunha sua fé participando de uma comunidade;

Aos já padrinhos, digo que não se esqueçam do compromisso que assumiram.

Aos pais, batizandos, crismandos e outros que escolhem padrinhos que a escolha NÃO seja feita por motivo de amizade, interesse material ou outro qualquer que não seja o critério da fé. Qualquer católico não-praticante não está apto a ser padrinho ou madrinha!

Aos que receberem o convite de serem padrinhos que questionem a si mesmos se acreditam e vivem a fé cristã que a Igreja ensina e se são capazes de assumir a missão de acompanhar pelo resto da vida a fé de seu afilhado (a). Se não está preparado, não aceite! Uma conversa franca com os pais é a melhor solução.

Aos catequistas e agentes da pastoral do Batismo que se esforcem mais nos encontros para pais e padrinhos, visitas domiciliares, encontros de catequese de iniciação eucarística e de crisma, para que padrinhos sejam escolhidos segundo o critério da fé. Essa escolha não é brincadeira! Que eles sejam católicos capazes de dizer como São Paulo que abraçaram a fé e por isso podem ajudar seu afilhado (a)! (cf. Ef 1, 15-19) .

Uma última pergunta: que formação oferecemos para os padrinhos de Crisma?

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O Deus da Noite Luminosa



Uma vez houve uma noite de puro Deslumbramento e Alegria
Uma noite Luminosa como o dia
Nessa noite, os que habitavam a terra das sombras viram uma Luz de Esperança
Aqueles que caminhavam nas trevas souberam de um Deus Forte nascido como criança
Era a Luz Verdadeira, Iluminadora dos homens, Luz do Mundo!
E a Luz brilhou e para nós todos resplandeceu
Mas no mundo houve quem não a reconheceu
É Jesus o nome do Menino Luz que essa noite irradia tamanha alegria!
Filho da pobre Maria, não encontrou ao nascer nem hospedaria
Mas na Sua Luz há vida em abundância para também a nossa vida iluminar!
«Deus de Deus, Luz da Luz, gerado, não criado, consubstancial ao Pai»
É essa a noite, o Natal, o nascimento, o convite: ao Menino Deus saudai!
Quem vislumbra Deus sente alegria e nesta noite, vemos algo da Sua luz.
Por isso, desejamos que todos digam conosco que “o nosso Natal é com Jesus!”

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Igreja: lugar de animação bíblica da vida e da pastoral


Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir, para educar conforme a justiça” (2 Tm 3,16)



Nesse pequeno trecho Paulo nos responde qual é a utilidade da Bíblia, para que ela serve. Paulo não diz que ela deve ser usada só na Catequese, grupos de oração e seus textos lidos durante a Missa. Os discípulos missionários de Jesus Cristo conhecem o seu Mestre, conversam com Ele, e seguindo-O, fazem a Sua vontade em suas vidas, colaborando com a missão. João diz que Jesus é a Palavra de Deus encarnada (cf. Jo 1,14), é por meio não só do contato com a Palavra de Deus, mas, sobretudo com a familiariedade com ela que nos tornamos verdadeiros discípulos missionários.
Diz um canto conhecido que “a Bíblia é a Palavra de Deus, semeado no meio do povo...”. É isso que Paulo quer dizer, a Bíblia nasceu do povo e é para o povo útil para ensinar, argumentar, corrigir o que está errado e educar segundo a justiça de Deus. A Bíblia é útil para todos, para mim e para você.
Nos últimos tempos, quando falamos da presença da Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja, falamos de Animação Bíblica da Pastoral (ABP). Trata-se de uma nova linguagem e uma nova compreensão. Somos interpelados a tomar consciência que a leitura e a meditação da Bíblia não devem ser reduzidas a uma “Pastoral Bíblica” como se a Palavra de Deus fosse apenas uma pastoral, ao contrário, a Bíblia sendo luz para o nosso caminho (cf. Sl 118, 105), precisa permear toda a ação evangelizadora da Igreja, em outras palavras, a Bíblia precisa ser alma de nossas pastorais, movimentos, grupos, serviços e organizações.
A Bíblia precisa ser popularizada entre o nosso povo, mas não basta tê-la e ler de qualquer maneira, dentre as várias maneiras de se aproximar da Sagrada Escritura, a Igreja reconhece o método da Leitura Orante ou Lectio Divina como uma maneira que favorece a formação de discípulos missionários de Jesus Cristo. Precisamos aos poucos inserir momentos de contato com a Palavra, especialmente entre os agentes de pastorais e movimentos. São Jerônimo dizia que ignorar as Escrituras é ignorar o próprio Cristo. Perceber que não é possível ser cristão e desconhecer as Escrituras é o primeiro passo.