quinta-feira, 14 de julho de 2011
Catequese junto a pessoa com deficiência visual
Proposta de Leitura Orante da Bíblia na Catequese com deficiente visual:
Ambientação: disposição das cadeiras em círculo e luzes apagadas.
Quanto a escolha dos textos bíblicos: Procure usar textos narrativos, que conte uma história que possa ser facilmente memorizada ( As parábolas, por exemplo).
Roteiro: Após a invocação ao Espírito Santo, coloca-se uma música de meditação ou outra (sem letra, só melodia) que favoreça a atitude de escuta e silêncio exterior e interior e convida-se os participantes a fecharem os olhos durante a leitura.
Segue-se, então, com a leitura do texto. Como tratasse de uma narrativa, quem lê, de fato, narra o texto bíblico, de forma que todos os ouvintes possam imaginar o que é proclamado. A leitura ainda deve zelar pelo silêncio do texto, ou seja, conter diversas pausas em diversos trechos para que todos consigam acompanhar a narração por meio de sua imaginação. Um critério que pode ajudar quem proclama o texto, é ele mesmo, fazer o exercício de imaginar o que lê.
Durante a leitura, o catequista pode fazer uso de outros sons, odores ou objetos concretos que possam ajudar na vivência da leitura orante. Se o texto narrado fosse, por exemplo, a Parábola do Semeador (Mateus 13,1-23), Pode-se usar sementes e entrega-las para os participantes, pode-se jogar sementes no chão para ilustrar o "semear", utilizar-se de terra para ilustrar a "terra boa", pode-se ainda, depois da leitura orante, plantar as sementes recebidas, como sinal de que queremos ser a terra boa, onde a semente da Palavra de Deus será frutuosa, etc.
Depois da leitura, segue-se um momento de silêncio para a interiorização da Palavra de Deus.
Na sequencia, ou repete-se a narração de forma um pouco mais breve, ou cada um faz sua leitura pessoal na Bíblia, se houver o texto bíblico em braille para o deficiente visual, nesse caso, os participantes podem repetir versículos que acharam importantes, ou ainda, pode-se recortar, comunitariamente o texto narrado, onde todos contam um trecho com suas palavras.
O catequista, em seguida, de acordo com a necessidade do grupo, inicia o momento de oração com a Palavra de Deus, sempre atualizando-a para a nossa vida. Esse momento celebrativo pode ser comunitário ou pessoal e intercalado com um refrão meditativo.
Se o catequista achar que é necessário, pode-se fazer, nesse momento uma partilha daquilo que foi proclamado.
Por fim, canta-se um salmo ou outro canto apropriado, de acordo com com o texto bíblico escolhido. Todos rezam juntos, de mãos dadas e encerra-se a Leitura Orante.
CLICK PARA DOWNLOAD DESSA PROPOSTA
Comercial que pode ser usado como Motivador:
VOCÊ TÊM ALGUM CATEQUIZANDO COM DEFICIÊNCIA?? COMENTE A EXPERIÊNCIA!.... sugestões, elogios e críticas.
domingo, 19 de junho de 2011
Catequese, Fé e Vida

A Catequese é educação para a vida. De que adianta nossos catequizandos saberem todas as narrativas e histórias bíblicas se não souberem as mensagens que elas contém? Para que serve conhecer todos os fatos da vida de Jesus, mas não encontra neles os valores do Reino que Ele anunciava? Será que isso é, de fato, conhecer a Palavra de Deus? Contudo, o problema pode ser ainda a vivência desses valores. De que adianta ssber essas mensagens e conhecer os valores do Reino de Deus mas não vivê-los? Para que serve conhecer os mandamentos e prescritos mas não aplicá-los na vida cotidianamente? Essa reflexão ilustra a dicotomia entre Fé anunciada e Vida no mundo. Não é função da Catequese apenas "contar histórias sagradas", antes e mais do que isso, é preparar pessoas para serem autênticos cristãos na vida, também fora da Igreja, no mundo. É missão da Catequese transmitir e mostrar como, na vida, se cultiva valores propagados pelo Cristo como amor, caridade, paz, honestidade, misericórdia, humildade e tantos outros que devem caracterizar um cristão católico. Trata-se de deixar que a Palavra de Deus ilumine a nossa realidade e o nosso agir. Aqui, podemos mencionar outro problema igualmente preocupante. De que adianta o Catequista anunciar tudo isso na Catequese e não ser exemplo de testemunho em sua vida pessoal?
quarta-feira, 18 de maio de 2011
A Dimensão Celebrativa da Catequese
“A ausência de uma catequese litúrgica tem esvaziado a celebração cristã.” (P 901)
Refletir sobre essa questão ajuda a entender o porquê de jovens, crianças e também adultos, depois de participarem da catequese e receberem os sacramentos, se distanciam da Igreja. Afinal não foram eles inicados na fé? Não foram eles “preparados” para serem autênticos cristãos e participarem dos sacramentos? Então por que se afastam da Igreja? É evidente que a questão é complexa, portanto a resposta também não é assim tão simples, há diversos fatores que influenciam. Mas, não se pode desconsiderar o fato de que as nossas catequeses serem mais “aulas” do que encontros é fator agravante, uma vez que não iniciamos nossos catequizandos a celebração, não são educados para e pela Liturgia. De fato, não adianta trocar o nome de “aula” de catequese para encontro e continuar a fazer as mesmas coisas. Há encaixes de momentos de oração e celebração, contudo ainda não existe uma relação fé-vida. Nossos catequizandos são quase que “obrigados” a vir à missa, dela participam e não entendem nada ou muito pouco, isso quando o próprio catequista não compreende... Só boa vontade não basta! Participar das celebrações da Igreja, de modo particular da Missa, deve ser situação prazerosa, não “resiquito” para a catequese. O catequista precisa aprender a usar os símbolos sagrados, ritos, encenações, evangelho dialogado, lectio divina, Pequenas Procissões Litúrgicas, celebrações em conjunto, celebrações da Palavra, cantar, dançar, oficina de oração, adoração ao santíssimo, momentos de louvor, de penitência... Símbolos como luz, trevas, fogo, pão, chinelo, cinza, incenso, o ano litúrgico, as cores litúrgicas, lavar as mãos, caminhar, aspergir, imposição das mãos, cânticos com gestos, cruz erguida, gestos e posições do corpo, gestos com as mãos, valorização e significação dos gestos (estar de pé, sentado, ajoelhado, andando, inclinado), tudo isso cria significação do que é celebrar, de modo que os catequizandos têm maior contato com o sagrado, o mistério da fé e são assim introduzidos para a Celebração Maior, a Missa. É recomendável, sobretudo, o RICA (Ritual da Iniciação Cristã de Adultos) que sugere um itinerário litúrgico a todas os catequizandos, mesmo crianças e jovens. O que podemos fazer para tornar nossa catequese mais celebrativa?
